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Opinião

Uma aposta na agricultura

Uma aposta na agricultura

No momento em que foi aprovado na generalidade o Orçamento do Estado 2016, vislumbra-se um desinvestimento no apoio aos bens transacionáveis. Será a agricultura uma prioridade nacional? Acredito que o ministro Capoulas dos Santos, um político preparado e que conhece bem o setor, vai defender um setor que foi a almofada social dos anos da crise, gerando muito emprego líquido, aumentando exponencialmente as exportações, gerando valor acrescentado, e vendo surgir muitas empresas e jovens empresários apostando na inovação e na modernização.

Podemos ignorar as elevadas expectativas de todos os agentes deste setor de produção? Julgo que não. E por isso apelo ao ministro Capoulas dos Santos para que consiga junto do Ministério das Finanças canalizar mais 300 milhões de euros para o apoio ao investimento na agricultura.

Que efeitos é que isso trará a curto e médio prazos? Alguém tem de responder a isto. O que eu sei é que a nossa agricultura é o setor mais capaz de contribuir para o desenvolvimento económico das regiões do interior de Portugal, mais deprimidas.

O que eu sei é que a nossa agricultura está já a combater a desertificação e o desemprego que grassam nas zonas do interior, promovendo culturas, como por exemplo, o pistácio. O que eu sei é que a nossa agricultura, além de criar emprego, bater recordes nas exportações, inovar e modernizar-se a cada dia que passa, devolve rapidamente as ajudas dos contribuintes em IVA, IRS e IRC direto sobre os subsídios, contribuições para a Segurança Social, pagamentos especiais por conta, etc..

Creio que se as contas fossem realizadas ao cêntimo, para quem investe no Portugal profundo, terá como balanço um saldo pouco positivo, funcionando as ajudas públicas como um instrumento de financiamento e motivação ao investimento.

O que todos os agentes que trabalham no mundo agrícola não aceitam é que a dinâmica que a agricultura demonstrou nos últimos anos seja defraudada. Uma travagem nos apoios do PDR 2020 teria consequências sociais e económicas catastróficas para Portugal.

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