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Francisco Seixas da Costa

Caídos em tentação

A direita democrática espanhola decidiu atravessar uma linha vermelha. A fotografia que mostra os líderes do Partido Popular e do Ciudadanos, lado a lado com responsáveis do Vox, um grupo de extrema-direita ainda sem presença parlamentar, representa um tempo novo e triste da vida política na nossa imediata vizinhança. Tudo isto fora já prenunciado no anterior entendimento regional na Andaluzia, mas este "dar de mãos" a nível nacional tem um significado substancialmente diferente.

Francisco Seixas da Costa

Maduro & Cia

Vão confusos os dias da Venezuela. A liderança de Nicolás Maduro está fragilizada internacionalmente a um ponto nunca antes visto. Por muito tempo, o seu patético e cada vez mais inaceitável regime foi sobrevivendo sob a complacência de muitos e com o apoio de uns poucos - estes últimos talvez menos interessados na pessoa de Maduro e, muito mais, tentando evitar que o país caia de novo na esfera de influência dos Estados Unidos, nessa espécie de "deve-haver" de poder que, mesmo depois da Guerra Fria, continua a marcar o mundo.

Francisco Seixas da Costa

Para onde vai a direita?

A direita portuguesa vive um momento complexo. O PSD de Rui Rio afunda-se nas sondagens e o CDS de Assunção Cristas não aproveita esses humores. A seu crédito só concorrem alguns "tiros no pé" que o governo vai dando e, claro, a onda grevista em época pré-eleitoral, que induz no imaginário público a ideia de que se vive uma imparável instabilidade social. Conta também com o tropismo tremendista de certa comunicação social, que dá prioridade absoluta ao que "corre mal". E, em política, como dizia o outro, o que parece é.

Francisco Seixas da Costa

... e a China aqui tão perto!

Não foi há muito tempo. Ouvir falar da China, nas instituições europeias, era escutar um discurso basicamente economicista, feito de ambições por um imenso mercado de consumo emergente, embora ainda com fortes dúvidas sobre o cumprimento pelo país dos requisitos de uma economia de mercado, em especial pelas regulares acusações de "dumping" e pela utilização de vários outros mecanismos não pautais de distorção das regras de comércio. Um dia, porém, essas reticências diluíram-se, no saldo positivo do deve-haver tradicional. Claro que havia a "conversa" sobre os Direitos Humanos, em especial sobre o Tibete, mas esse foi sempre um mantra politicamente correto, nunca um obstáculo decisivo aos negócios ou à sua perspetiva.