Agradeço encarecidamente que leia este texto em silêncio. Se teve a infelicidade de esbarrar nesta coluna, faça-o com a maior discrição possível. Pouco barulho.
Neste preciso momento estou a refletir. E não é coisa pouca, refletir quando se pensa que amanhã estaremos perante um boletim de voto com 17 possibilidades. São quase tantas opções quantas as de um menu de um restaurante chinês. E eu gosto tanto de cozido ´à portuguesa... Do mal, o menos, também nesse prato a confusão de carnes é tal que se assemelha à salgalhada de siglas que terei de enfrentar.
O melhor é ir com tempo. Valha-nos a abstenção, que nas eleições europeias costuma atingir recordes. Não há de haver filas intermináveis à espera que eu faça a minha cruz. E não dá para votar no Éder? Foi ele quem me fez sentir mais orgulhoso por ser europeu. E português, sem ser cozido.
*Jornalista
