O Jogo ao Vivo

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Joana Marques

O Dia E

A expectativa era enorme, já ouvia falar daquele dia há muito tempo. Há demasiado tempo. À medida que a data se aproximava, o entusiasmo ia crescendo. Era mais do que nervoso miudinho, era uma ansiedade já maior e vacinada, que aumentava a cada minuto que passava, com aquela lentidão com que os minutos insistem em (não) passar quando estamos com pressa, estilo septuagenária na passagem de peões quando já vamos atrasadíssimos para a reunião mais importante das nossas vidas.

Joana Marques

O "Efeito Oliveira"

Terça-feira, 9 de março, ali entre as nove e as onze da noite, nem sei bem, perdi a noção, do tempo e do espaço, como acontece por vezes aos melhores (Olá, Marega! Adoro-te na mesma), perdi o fôlego, perdi a conta à quantidade de vezes que googlei "taquicardia pode levar à morte?", "é comum adepto morrer a assistir a jogo?" e ainda "torcedor sofrendo infarto", porque as pesquisas em português do Brasil devolvem sempre mais resultados, perdi de vista o facto de ter 35 anos, quando deslizei pelo chão da sala, de pijama, e de joelhos, como se tivesse ainda saúde articular para isso, como se não fosse uma respeitável mãe de filhos e, mais absurdo de tudo, como se tivesse sido eu a marcar o golo.

Joana Marques

Carta aberta à carta aberta

Li, com algum espanto, a Carta aberta às televisões generalistas, publicada esta semana, e assinada por uma série de personalidades ilustres. Digo "com espanto" porque a última vez que caí no erro de tentar interferir na programação de um canal de TV foi há 31 anos, quando mandatei o meu irmão mais velho, à época com 9 anos, para ligar para a RTP. Tinham prometido que naquela manhã de sábado exibiriam "As aventuras de Babar" e não cumpriram. Reclamar foi uma perda de tempo, percebo-o agora.