Opinião

O declínio de Coimbra, que urge inverter

O declínio de Coimbra, que urge inverter

Cada vez com menos peso político, Coimbra já é somente o 19.º concelho nacional, com 134 mil residentes (PORDATA), continuando a perder população. Em breve será ultrapassada por Famalicão e Leiria.

Coimbra é apenas o 53.o concelho em empresas não financeiras/100 habitantes e o 60.o em bens exportados (incluindo o turismo), atrás de concelhos como Nelas, Alenquer, Vizela, etc.

Coimbra é o pior concelho do país na perda de jovens residentes dos 24-29 anos, por falta de emprego; perdeu 55% destes jovens nos últimos 17 anos (a redução média do país foi de 34%).

Coimbra está em 18.o lugar quanto ao volume de receita cobrada e apenas em 23.o lugar nacional no indicador do nível de independência financeira (Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, 2018).

O IMI representa mais de 30% da receita cobrada (média nacional de 17,7%), o que traduz uma excessiva dependência do setor imobiliário.

Na coleta da derrama está em 23.o lugar. A receita caiu de 9 milhões de euros, em 2017, para menos de 3 milhões, em 2018, um brutal decréscimo de atividade empresarial coletada. As poucas áreas industriais de Coimbra continuam com lotes vazios e o concelho está pejado de carcaças de antigos espaços industriais.

No cômputo geral dos indicadores contabilísticos, em 2018, Coimbra desceu seis posições, para 17.o lugar, com 794 pontos; em primeiro lugar está Sintra, com 1782 pontos, num máximo possível de 2000.

Infelizmente, a Câmara de Coimbra teve um muito baixo nível de investimento em 2018, ficando em 25.o lugar nacional, com apenas 11,5 milhões de euros.

Urge implementar uma estratégia política que permita inverter esta tendência e promover o desenvolvimento e crescimento de Coimbra.

*Ex-bastonário da Ordem dos Médicos; vereador sem pelouro pelo movimento Somos Coimbra

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