Opinião

O que faria o pior Governo de sempre?

O que faria o pior Governo de sempre?

Perante uma crise pandémica e de saúde pública, o que faria o pior Governo de sempre?

- Apoiaria menos os trabalhadores independentes (que os outros países da UE);

- Cobraria mais IRS do que nunca, apesar da mais grave crise da democracia;

- Cativaria dinheiro previsto e autorizado para o combate à pandemia pela Assembleia da República;

- Apresentaria apoios para as empresas que se esgotariam em dois meses;

- Atrasaria quase um ano a chegada de computadores aos alunos, prejudicando gravemente as suas aprendizagens;

- Proibiria aulas a distância durante duas semanas;

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- Proibiria a venda de livros, limitando o acesso ao conhecimento e à cultura;

- Faria um plano de vacinação em cima do joelho e sem calendarização;

- Limitaria o acesso de doentes a cuidados de saúde nos setores social e privado por cegueira ideológica;

- Anunciaria jogos de futebol como presentes aos profissionais de saúde;

- Cortaria ilegalmente apoios a grávidas em lay-off.

Ora, esta é uma lista não exaustiva que pode causar repulsa e indignação, porque os pontos identificados representam precisamente o oposto do que se espera de um Governo com a responsabilidade de gestão de uma pandemia da magnitude que conhecemos.

No entanto, a lista remete-nos para uma realidade conhecida: Portugal e o Governo de António Costa.

É verdade que governar em tempos de crise é provavelmente dos exercícios mais duros em política. Mas é também nesses momentos que se testa particularmente o calibre, o carácter e a competência de quem governa.

Então que dizer de um Governo que em vez de governar para as pessoas vive alienado das suas dificuldades?

Por exemplo, a trabalhar em casa e a cuidar dos filhos, a maioria dos pais não pedem o apoio à família (medida destinada a pais que faltem ao trabalho para ficar com os filhos devido ao encerramento das escolas), por perderem acesso ao teletrabalho e pelo corte salarial - recebem apenas 66% do salário-base. Os números avançados pelo Governo em Março indicavam que 750 mil famílias poderiam ter direito a esta ajuda, mas só 171 mil a requereram. Em 2021, apenas 22 mil pedidos chegaram à Segurança Social. Não faz sentido que uma medida cuja ineficácia está explicada transite de um ano para o outro sem uma revisão dos seus critérios e esta situação deixa infelizmente muitos pais desesperados e sem alternativas.

Ao 11.oº estado de emergência, o Governo parece continuar a sobreviver na sua "bolha", imune aos avisos à navegação da oposição e aos apelos da sociedade civil. Os portugueses são serenos, mas vão tomando nota.

*Eurodeputada do PSD

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