Opinião

Quem justifica estas faltas?

Quem justifica estas faltas?

Será que Marck Zuckerberg, ou alguém em sua representação, foi assinar a folha de presenças da Web Summit e, em vez de participar na cimeira, preferiu aproveitar o sol de Lisboa, seguindo o exemplo do secretário-geral e deputado do PSD que está presente no Parlamento mas afinal não está, dando até o mote para o desenvolvimento de uma superaplicação de realidade virtual?

Se o patrão do Facebook preferiu passear no Parque das Nações, menos mal, porque, ao contrário de José Silvano, não é sustentado pelo dinheiro de todos nós e, portanto, ninguém tem nada com isso. Mas vale a pena perguntar onde estava Marck Zuckerberg quando todo o mundo tech se reunia na cimeira de empreendedores e de outros que por lá passam só para serem muito modernos e ficar bem na fotografia.

Onde estavam os representantes do Facebook? Não aceitaram o convite da organização? Por que razão, estando na linha de fogo, não houve palco para "A rede social" simultaneamente com todas as outras estrelas? É que poucas devem ter sido as conferências em que as fake news, as questões de segurança na Internet e a privacidade dos utilizadores não foram debatidas com mais ou menos agressividade.

E como falar mal de Donald Trump já não é novidade, já não está tão na moda, desta vez o Facebook foi o bombo da festa, o bode expiatório para o "mal" que caiu sobre todos os cidadãos digitais. Como se a Internet fosse apenas o Facebook. Não é! Mesmo ausente, o Facebook esteve sempre na mira. Ainda tem demasiado poder, diz o programador que denunciou o escândalo da Cambridge Analytica. "É preciso fazer soar os alarmes", alerta a comissária europeia da Justiça já preocupada com as eleições europeias do próximo ano.

Pois, mas onde estava o Facebook para se explicar? Não esteve. Restou ouvir o "pai" do web (para os menos atentos, o homem ainda é vivo e não tem 700 anos) a pedir ao Mundo que não lhe arruíne a sua criação.

DIRETOR-ADJUNTO

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