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Miguel Poiares Maduro

António Costa quer o meu regresso

O primeiro-ministro pretende promover o regresso dos emigrantes que saíram do país entre 2011 e 2015 oferecendo um "desconto fiscal" de 50% no IRS. Tendo retomado a minha atividade em Itália no final da experiência governativa, em outubro de 2015, agradeço ao PM o incentivo ao meu regresso, embora seja possível que isso o possa fazer arrepender-se... Recordo que António Costa me apontou, aquando da minha participação governativa, o defeito de ter vivido e estudado no estrangeiro. Estranhei ouvi-lo agora louvar o facto de ter um emigrante no Governo (o ministro da Educação). Gostaria de pensar que tal não é uma contradição, mas uma mudança de ideias. Talvez decorrente de uma avaliação positiva da forma como exerci as minhas funções no Governo...

Miguel Poiares Maduro

As duas certezas de Centeno e a dúvida que me persegue

Oito anos e mais de 300 mil milhões depois, a Grécia saiu do programa de assistência económica e financeira. Nesses oito anos a Grécia assistiu a uma queda de mais de 25% do seu Produto Interno Bruto (mais do dobro de Portugal), um desemprego superior a 30%, cortes nos salários de 25% e nas pensões de entre 14 a 40% (estando previstos cortes adicionais em 2019). Mário Centeno, o presidente do Eurogrupo, congratulou os gregos pelo sucesso do programa. Reconheceu os sacrifícios feitos, e que as consequências positivas ainda não eram sentidas pelos gregos, mas notou a recuperação económica em curso e instou-os a continuar os esforços feitos.

Miguel Poiares Maduro

O custo da liberdade de expressão

É legítimo achar que certo tipo de discurso político é tão inaceitável e perigoso que devemos fazer tudo para limitar o seu alcance e até recusar debater as suas ideias. É igualmente legítimo entender que a melhor forma de combater esse discurso é, pelo contrário, confrontando-o, debatendo com quem defende essas ideias. O que é perigoso é achar que deve ser o Estado, ou um Governo, a decidir se esse discurso político deve ou não ser ouvido e debatido.

Miguel Poiares Maduro

Os incêndios e o debate sobre os incêndios

O verão chegou e, com ele, a repetição do drama dos incêndios. Parece que o incêndio de Monchique foi já classificado como o maior da Europa este ano, felizmente sem vítimas mortais. Repetem-se as críticas: desde as mudanças climáticas ou falta de ordenamento do nosso território e de valorização económica e social do espaço rural e da floresta ao falhanço dos mecanismos de prevenção e combate ao fogo. Causas longínquas e próximas e responsabilidades públicas e privadas são invocadas, umas certamente para esclarecer o tema e outras, suspeitamos, para instrumentalizar a forma como ele é discutido.