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Nuno Melo

Saco sem fundo

Os portugueses estão cansados de impostos, com toda a razão. Os impostos são parcelas do trabalho alheio, de que o Estado se apropria. O Estado que gasta sem critério, dando o que não pode, não dispõe verdadeiramente do que é seu. Cada cêntimo sai dos bolsos dos contribuintes. Em Portugal, há muito que a voracidade fiscal ultrapassou limites de razoabilidade, fixando-se no limiar da extorsão tributária. Em muitos casos, os contribuintes trabalham mais de metade do ano exclusivamente para financiar o Estado. Não é normal.

Nuno Melo

Sinais dos tempos

O Estado que desbaratou milhares de milhões de euros subtraídos a recursos escassos, em autoestradas desnecessárias e nas obras do betão amigo de todas as negociatas desta vida, que a justiça dificilmente conseguirá alguma vez julgar e punir, é o mesmo que depois conta cêntimos para justificar a falta de manutenção de estradas, pontes e monumentos únicos, parcelas inestimáveis da nossa história coletiva, que todos os dias se deterioram e desaparecem criminosamente.

Nuno Melo

O indefensável ministro da Defesa

Azeredo Lopes será um bom ministro do PS, mas é um péssimo ministro da Defesa. Ajudará António Costa a eximir-se de responsabilidades que em condições normais um primeiro-ministro assumiria. Mas constitui um fator diário de instabilidade nas Forças Armadas. O "espírito de corpo" é um traço identitário das instituições militares. O corporativismo partidário é a regra deste Governo. Virando as costas aos militares, para defesa dos preconceitos que cimentam a "geringonça", o ministro ascende nas escadarias do Largo do Rato. Em compensação perde o respeito daqueles que deveria tutelar e defender.