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Nuno Melo

Bloco capitalista

Ricardo Robles não resistiu à tentação do capitalismo. Para a história ficará o contraste caricato entre o dedo acusador apontado aos especuladores malvados que expulsavam os moradores da capital e a cedência-relâmpago aos pecados do mercado, com uma eficácia digna dos empreendedores mais empedernidos. Públicas virtudes, vícios privados. Verdade seja dita, não é caso único. Os bancos e os conselhos de administração de empresas estão hoje carregados de antigos radicais que no PREC fizeram ocupações, nacionalizações, saneamentos e a reforma agrária de que, mais de 40 anos depois, o próprio Robles dizia ter muito orgulho, em discursos violentos contra o 25 de Novembro, na Assembleia Municipal de Lisboa. Em conjunto, em algum momento das suas vidas, viram a luz. Menos mal.

Nuno Melo

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Esta semana, ficou a saber-se que um grupo de deputados do PS, que tencionava deslocar-se de comboio entre as Caldas da Rainha e Lisboa, numa espécie de protesto pela falta de respostas da CP, ficou apeado, porque a ligação de comboio pretendida tinha sido suprimida. Teria sido bem mais produtivo que em vez do simulacro ridículo, a comitiva se tivesse deslocado diretamente de S. Bento, ao Terreiro do Paço, para exigir de António Costa as responsabilidades que só o Governo tem.

Nuno Melo

Na bola com mulheres bonitas

"Falamos de forma individual com todas as operadoras para que deixem de focar nas raparigas que podem ser consideradas atraentes. É trazer uma carga sexista desnecessária ao futebol". O pedido mais idiota do fenómeno desportivo universal foi feito assim, pelo dirigente da FIFA Federico Addiechi. Se há certeza dos nossos tempos é que a imaginação delirante do "politicamente correto" consegue ser estupidamente infinita, mesmo na crença estranha de um mundo virtualmente assético e assexuado.