
O acidente com o Elevador da Glória foi no dia 3 de setembro
Foto: EPA
Meio ano depois do acidente do Elevador da Glória, que fez 16 mortos e 24 feridos, ainda há compensações por apurar. Embora já tenham sido celebrados alguns acordos indemnizatórios, a Fidelidade - seguradora da Carris, empresa responsável pela operação do elevador - explica que há casos em que aguardam pela "receção de documentação necessária para a formulação de proposta indemnizatória".
À Lusa, a empresa explica que, "em diversas situações de vítimas com lesões corporais", o processo está "em fase de consolidação médico-legal", sendo necessário aguardar a estabilização clínica para avaliação definitiva de incapacidades. Só depois será possível calcular a compensação. Sem adiantar montantes já atribuídos às vítimas, a seguradora explica que têm sido assegurados e liquidados encargos com despesas médicas, hospitalares, farmacêuticas, deslocações, repatriamentos e serviços fúnebres. Também procederá ao reembolso dos custos que outras seguradoras adiantaram, em particular ao abrigo de contratos de seguro de saúde, acidentes de trabalho ou seguros de viagem. O apuramento desses valores ainda está "em curso".
Lembrando que o capital seguro contratado com a Carris é de 50 milhões de euros, a seguradora disse que "a regularização integral do sinistro será conduzida nos termos legais, com rigor técnico e humano, independentemente do tempo necessário à conclusão de cada processo". Para isso, a empresa constituiu uma comissão técnica independente para "assegurar a avaliação especializada dos danos pessoais e a validação da respetiva quantificação indemnizatória, reforçando a transparência, a equidade e a confiança em todo o processo".
Inquéritos em curso
Já a Empresa Municipal Carris sublinha que os inquéritos, interno e do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários, mantêm-se em curso. A Carris realçou, ainda, a "participação ativa" no processo da comissão técnica independente para a reabertura dos elevadores e ascensores da cidade de Lisboa, suspensos "de imediato" após o acidente, prevendo a reabertura do funicular da Graça "em abril", após se terem confirmado "as boas condições estruturais e operacionais do equipamento", enquanto os ascensores da Bica e do Lavra continuam sob avaliação.
O Elevador da Glória, muito procurado por turistas no centro de Lisboa, descarrilou no dia 3 de setembro, com uma das duas cabinas a embater violentamente contra um edifício, provocando 16 mortes e 24 feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades.
