
Ana Paula Martins, ministra da Saúde, durante a visita à Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM)
Foto: Ana Peixoto Fernandes
A afluência às urgências no distrito de Viana do Castelo diminuiu 13,6 por cento em 2025, em resultado da implementação da medida "Ligue antes, salve vidas", que pretende mitigar o excesso de procura nos serviços.
De acordo com a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que detém os hospitais de Viana do Castelo e Ponte de Lima, além do alívio nos serviços de urgência, registou-se também um aumento no número de cirurgias programadas e de partos, além de intervenções médicas e de enfermagem ao nível da prestação de cuidados domiciliários.
"Foram menos 23.260 atendimentos nas urgências. Uma redução histórica, muito devido ao projeto "Ligue antes, salve vidas", que foi implementado pela ULSAM em outubro de 2024. Só os verdes (pulseiras) baixaram 44% e 71% das urgências são casos emergentes, muito urgentes e urgentes, demonstrando que os recursos estão ser focados nos doente mais críticos", declarou, esta segunda-feira, José Manuel Cardoso, presidente do Conselho de Administração da ULSAM, durante uma visita da ministra da Saúde ao hospital de Viana do Castelo.
Destacou ainda que as cirurgias aumentaram cerca de 5%, sendo que a cirurgia de ambulatório representa 61% das cirurgias programadas. "Uma boa notícia foi o aumento do número de partos em 8%", disse, realçando que a urgência obstétrica do hospital de Viana do Castelo "nunca encerrou durante o ano de 2025".
No âmbito de cuidados de saúde primários prestados ao domicílio, José Manuel Cardoso adiantou que foi registado "um aumento de 8,7% nos domicílios médicos e de 3,8% em enfermagem".
"Assistimos a um forte aumento nos cuidados domiciliários, impulsionando uma adaptação do modelo de prestação de cuidados", disse, acrescentando que, no que toca a cuidados de saúde hospitalares, aquela ULS também realizou "314.528 consultas médicas, um crescimento de 5% face a 2024".
O responsável, informou, de resto, que no que se refere à resposta sazonal neste inverno, a ULSAM encontra-se "no nível de contingência 2, de risco moderado", e que "não existe neste momento falta de camas", nem tal "interferiu com qualquer atividade cirúrgica programada ou urgência, nem levou ao cancelamento de consultas".
A região do Alto Minho tem, atualmente, 231 mil habitantes e, segundo José Manuel Cardoso, a taxa de cobertura de médico de família é de "99,3%".
"Diariamente fazemos 4100 consultas médicas programadas e 2600 de enfermagem só nos cuidados primários", referiu, acrescentando que, ainda de acordo com os dados de 2025, "a nível hospitalar registam-se 1200 consultas médicas e 500 de enfermagem, 64 cirurgias, 406 episódios de urgência, 110 sessões de hospital de dia, 11 mil exames complementares de diagnóstico e quatro partos por dia". Indicou, finalmente, que a atividade da ULSAM envolve "3470 colaboradores e um custo diário de exploração de 860 mil euros".

