
Foto: Gonçalo Villaverde/Arquivo
A ANA - Aeroportos de Portugal vai recorrer da multa que lhe foi aplicada pelo incumprimento do plano de ação do ruído do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, defendendo ter "cumprido integralmente as obrigações previstas".
No Parlamento, no final de 2025, segundo havia adiantado o inspetor-geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, José Brito e Silva, os limites legais da contraordenação situam-se entre 12 mil e 72 mil euros, estando em causa o incumprimento de três medidas do plano de ação do ruído.
"Não é pelo valor, obviamente, o valor é completamente simbólico, até comparado com aquilo que é o nosso contributo voluntário para o isolamento dos edifícios", afirmou, à Lusa, o presidente executivo da ANA, Thierry Ligonnière.
"A ANA entende que cumpriu, mas há elementos que dependem da ação de outras entidades", disse, justificando a contestação à multa, e sublinhando que "é preciso relembrar que, neste contexto, não é a infraestrutura que está na origem do ruído, são os motores dos aviões".
Por seu lado, a plataforma cívica "Aeroporto Fora, Lisboa Melhora" considera que o apoio anunciado esta semana pelo Governo para fazer face ao ruído do aeroporto de Lisboa, no montante de 10 milhões de euros, é "tardio" e "insuficiente", e insiste no fim dos voos noturnos.
Sérgio Morais, da plataforma, diz que o apoio "para tantos milhares de moradores afetados vai ser muito curto".
O Governo anunciou que vai disponibilizar 10 milhões de euros para melhorar o isolamento acústico das habitações afetadas pelo ruído do Aeroporto Humberto Delgado, nos concelhos de Almada, Lisboa, Loures e Vila Franca de Xira.
