
Armando Lopes, 71 anos, tem apresentado várias reclamações à Ascendi
Artur Machado/Global Imagens
Armando Lopes queixa-se que pórtico na A41 cobra valor a mais. Ascendi admite "erro de classificação de veículo".
Armando Lopes, 71 anos, vive em Leça do Balio, Matosinhos, e ao fim de semana desloca-se até Celorico de Basto, de onde é natural. Não raras vezes, o passeio acaba numa grande dor de cabeça na hora de ir à papelaria pagar as portagens. É que apesar de fazer quase sempre o mesmo caminho, as taxas nem sempre são iguais, verificando-se cobranças acima do valor no que diz respeito a um pórtico da A41. Pior: apesar do taxista já ter reclamado várias vezes para a Ascendi, e da concessionária da via já ter admitido o erro, a situação arrasta-se inalterada desde 2018. Nesse ano, a empresa assumiu o engano. Agora, contactada pelo JN, volta admiti-lo.
Fonte da Ascendi explica que "a situação reportada se ficou a dever um erro de classificação do veículo passante, que não terá sido detetado pelos sistemas e procedimentos de controle".
"Na rede de autoestradas nas quais a Ascendi é responsável registam-se anualmente mais de 130 milhões de viagens e, não obstante os esforços de melhoria contínua, situações de erro de leitura ocorrem, num percentual ínfimo, mas que implicam para os utentes afetados incómodos que vimos mitigando ao longo do tempo, o que sucederá no caso concreto", acrescenta.
Problema perdura
"É lamentável que este problema perdure, até porque quando reclamei e me devolveram o dinheiro achei que iriam resolver a situação. Mas, afinal, não só continuam a roubar-me como a milhares de pessoas que passam nesta via diariamente e que, por terem pagamento automático por Via Verde, nem reparam no que andam a pagar a mais", desabafou Armando Lopes.
Os mais recentes episódios que originaram novas queixas do taxista aconteceram nos dias 7 e 10 de abril. "No dia 7, passei na SCUT da A41, ao quilómetro 13, e saí na A42, ao quilómetro 20. Já no dia 10, fiz a viagem de regresso a casa. Os custos de utilização nestas vias já com as custas administrativas são de 3,74 euros, mas eu paguei 4,41 euros (pelo dia 7) e 6,04 euros (pelo dia 10). Ou seja, mais 2,97 euros do que devia", concluiu.
Pormenores
Começou a apontar os valores a pagar
Estranhando os preços cobrados, Armando começou a apontar os valores marcados à entrada dos pórticos. Pelas suas contas, deveria pagar, da ida e da volta, entre 5,64 euros, caso inicie a viagem em Leça do Balio, ou 6,19 euros, se entrar na autoestrada na zona do Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
Cobranças indevidas e valores devolvidos
Em 2019, a indignação do taxista foi alvo de uma reportagem do JN, tendo Armando Lopes reunido 19 faturas com cobranças indevidas. A Ascendi devolveu o valor em causa.

