"As nossas vidas foram mudadas". Relatos de quem ainda chora a tragédia de Entre-os-Rios

Alda Moreira perdeu a mãe e o irmão na tragédia, há 25 anos
Foto: Leonel de Castro
O baque da queda da ponte de Entre os Rios, a 4 de Março de 2001, ressoa com intensidade na Freguesia de Raiva, que deu ao rio 34 vidas. Um quarto de século depois, ainda se trata o trauma.
O Douro vai farto, de um castanho lamacento por estes dias após meses seguidos de chuvas. Anéis esbranquiçados de espuma aceleram rio abaixo, como odómetros que atestam a velocidade das águas castanhas, como há 25 anos. Hoje, cada um dos lados, Entre-os-Rios e Sardoura, Castelo de Paiva, restam dois pedaços do que foi a ponte Hintze Ribeiro, antes de mergulhar no rio e arrastar um autocarro que regressava de um passeio às amendoeiras em flor, em Trás-os-Montes, e mais três carros, levando 59 vidas. A hora ficou gravada às 21.15 de 4 de março de 2001.


