Associação de Músicos do Stop acusa presidente demissionário de ser "pouco transparente"

Amin Chaar / Global Imagens
Membros da Associação Cultural de Músicos (ACM) do Stop, no Porto, acusam a direção, presidida pelo agora demissionário, Rui Guerra, de cometer "vários atropelos à transparência e idoneidade" na gestão do organismo, e dizem não ter acesso a vários documentos.
Após o "espanto", ao terem sido informados, "através da imprensa", da demissão do presidente da direção, apresentada na sexta-feira, os associados da ACM Stop denunciam, em comunicado, que "a gestão da ACM Stop tem sido pouco transparente".
"Existem documentos, alegadamente atas das Assembleias Gerais, que nunca foram enviadas regularmente aos associados. Não vimos redigidas, lidas e aprovadas a maioria das atas das Assembleias Gerais, as quais foram até aqui dirigidas quase unilateralmente pelo presidente da direção", escrevem os dez signatários do comunicado, enviado na madrugada deste sábado às redações.
Além de sublinharem não terem sido informados da decisão de Rui Guerra, os associados queixam-se também de não terem recebido outro tipo de documentação, a que teriam direito enquanto membros da ACM Stop, sob a justificação de que os dirigentes não teriam acesso a esses documentos. "Nunca recebemos os estatutos da associação, apesar de estes terem sido repetidamente solicitados por via telefónica, correio eletrónico, e pessoalmente, aos presidentes dos órgãos sociais. Esses mesmos membros dos órgãos sociais alegam não terem acesso aos documentos da associação, desvalorizando, inclusive, a importância da existência das atas devidamente lavradas".
Do mesmo modo, "questionado o presidente do Conselho Fiscal do ACM Stop sobre a documentação referente às eleições constituintes dos seus órgãos sociais, após a sua constituição, não foi dada qualquer resposta concreta sobre a sua existência", indica ainda o grupo de sócios.
Salientando que "o processo de comunicação com os órgãos sociais tem vindo a ser dificultado pelos mesmos em crescendo, de dia para dia", os associados da ACM Stop lembram que, na passada segunda-feira, foi apresentada, pelo presidente da direção, "uma proposta com vista à extinção da associação" que colheu "parecer favorável" dos sócios, mas que ficaria sem efeito logo "no dia seguinte", sendo que "nenhum associado foi previamente informado de tal decisão".
Assumindo que se demarcam das posições públicas do presidente demissionário, os subscritores do comunicado esclarecem que a contraproposta para reabertura imediata do centro comercial, entregue na passada quarta-feira, pela Associação Alma Stop, à Câmara do Porto, foi elaborada com a concordância de Rui Guerra, contrariamente ao que este alega, e reuniu o "máximo de consenso". "Este documento foi pensado e escrito com a nossa participação e colaboração e enviado com o aval do então presidente da direção da ACM Stop, Rui Guerra", reiteram os sócios.
O JN tentou contactar Rui Guerra, mas até ao momento não obteve resposta.

