
Junto ao bloco foi construído um parque infantil
Foto: Maria João Gala
Foi esta segunda-feira inaugurado primeiro bloco de projeto privado a custos controlados em Aradas. Custam entre 101 e 198 mil euros. Em agosto há mais.
A empresa Encobarra conta ter pronto o segundo conjunto de apartamentos a custos controlados em Aradas, Aveiro, em agosto do próximo ano. São 112 frações, a juntar às 32 do primeiro bloco, hoje inaugurado, e estão quase todas vendidas, referiu o promotor, à margem da cerimónia.
Aristides Alferes, dono da empresa que está a promover a construção da Urbanização Quinta da Pinheira, com apartamentos a custos controlados, disse que as 32 frações ontem inauguradas - 16 T3, 12 T2 e 4 T1 vendidos a preços que oscilam entre 101500 e 198500 euros, conforme as áreas e se têm ou não garagem – foram “todas vendidas no prazo de uma semana” ainda antes de estarem prontas. As escrituras começaram ontem a ser formalizadas.
Os próximos blocos ficarão concluídos em agosto de 2025. Terão 112 apartamentos que também estão quase todos vendidos. “Faltam apenas 20 T3”, a tipologia “mais difícil de vender”, adiantou Alferes.
Metade para locais
A habitação agora disponibilizada tem “qualidade e preços, no caso de Aveiro, duas a três vezes inferiores ao mercado normal”, disse o presidente da Câmara, Ribau Esteves, afiançando que esta é a “prova de que em Portugal é possível fazer construção a custos controlados sem PRR”.
No âmbito deste projeto, a Câmara isentou a empresa de taxas de licenciamento.
Foi decidido que em 50% dos fogos seria dada prioridade a “pessoas naturais de Aveiro, residentes ou a trabalhar no Município há pelo menos dois anos”.
Em Aveiro, referiu o edil, “estamos com níveis de custo, para quem quer comprar ou arrendar habitação, muito altos, ao nível da segunda maior cidade do país. Só há uma solução para que possamos pressionar o mercado a baixar esses custos, que é aumentar a oferta". O ano de 2023, acrescentou, foi o “sexto consecutivo a bater recordes de licenciamento de obras particulares”.
Os restantes blocos, que permitem totalizar os 320 fogos a que o promotor se comprometeu, ficarão prontos daqui a três anos e meio. No total, o investimento ascende aos 50 milhões de euros.
