
A Basílica de São Pedro domina a parte baixa do Largo do Toural
Foto: Rui Dias
As obras da igreja que domina a parte baixa do Largo do Toural foram concluídas em 1884, mas a segunda torre sineira nunca foi feita.
A Irmandade de São Pedro assumiu a vontade de fazer com que a segunda torre da igreja "deixe de ser uma utopia". Os novos órgãos sociais da instituição, com sede na basílica de São Pedro, no Toural, em Guimarães, tomaram posse a 25 de janeiro, para um mandato de quatro anos e, depois das obras de reabilitação do carrilhão e da substituição do mecanismo do relógio, querem avançar com a torre que ficou em falta na construção inicial.
A Basílica de São Pedro, domina a parte baixa do Largo do Toural e destaca-se pela sua fachada inacabada, faltando-lhe a segunda torre. A igreja começou a ser construída em 1737, a sua capela-mor foi benzida em 1750 e, no ano seguinte, tornou-se na primeira igreja do distrito de Braga a ser elevada a basílica pelo Papa Bento IV (1675-1758). É esta obra que os novos órgãos sociais da Irmandade de São Pedro querem terminar, construindo a segunda torre sineira, o que dará uma nova imagem a todo o Largo do Toural.
"Trata-se de um desígnio antigo. Esta equipa vai iniciar o procedimento para que a segunda torre da Basílica deixe de ser uma utopia e se converta numa realidade. Os verdadeiros desafios têm de ser encarados com otimismo, com ações concretas e com campanhas adequadas e mobilizadoras", referiu Vítor Oliveira, presidente da Assembleia Geral da instituição. A torre sineira existente foi intervencionada em 2024. O velho mecanismo do relógio mecânico, que há vários anos não funcionava, foi retirado e substituído por um moderno. A sonoridade do carrilhão, onde se pode ouvir o hino da cidade, foi também recuperada.
A velha máquina mecânica que controlava, não só os quatro relógios, mas também o carrilhão de 16 sinos, obra do inventor Manuel Cousinha, foi inaugurada nas Festas Gualterianas de 1938 e pode agora ser apreciada como uma peça de museu, na Basílica de São Pedro.

