
Passe combinado de 50 euros é o único que permite viajar nos urbanos
Foto: Artur Machado
Deputado alerta para um acréscimo de 10 euros no novo passe para o serviço urbano e considera que os utentes estão a ser "discriminados".
O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre o aumento do custo do transporte ferroviário no Tâmega e Sousa, na sequência da extinção do passe mensal monomodal da CP na Linha do Douro, que garantia acesso a todos os comboios, incluindo urbanos.
A iniciativa parlamentar, dirigida ao ministro das Infraestruturas e ao presidente da Assembleia da República, alerta para o impacto da medida nas deslocações pendulares e nos orçamentos familiares. O deputado Fabian Figueiredo (BE), autor do requerimento, sublinha que "a alternativa", o Passe Ferroviário Verde, de 20 euros, "exclui os comboios urbanos, reduzindo a oferta de 44 ligações diárias para apenas 11 nos serviços Regional e Inter-regional".
Segundo o deputado bloquista, os passageiros que dependem do serviço urbano "são obrigados a adquirir o passe CP+Andante, de 50 euros, um aumento de dez euros face ao anterior, correspondendo a 25% de acréscimo no custo".
O BE questiona que "medidas pretende o Governo tomar para evitar a discriminação dos utentes do Tâmega e Sousa e sugere a inclusão dos comboios urbanos no Passe Verde ou a reposição do passe monomodal de 40 euros. A extinção do título, revelada pelo "Jornal de Notícias", foi decidida pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa e entrou em vigor a 1 de fevereiro.
