
Menina foi agredida em outubro de 2025
Foto: Maria João Gala /Global Imagens
Uma bebé de sete meses foi agredida na creche da Santa Casa da Misericórdia de Valongo (SCMV), em outubro de 2025. A instituição instaurou um processo disciplinar e suspendeu preventivamente uma trabalhadora.
De acordo com a Misericórdia de Valongo, uma bebé de sete meses, que frequenta a creche da instituição, foi agredida no passado dia 27 de outubro, enquanto estava a cargo do infantário, tendo sido, "de imediato, acionados os procedimentos internos adequados" e "prestados os primeiros socorros à criança e efetuada a comunicação à família".
"Relativamente aos meios de socorro, foram ativados os que se justificavam perante a situação, em articulação com a família da bebé, nomeadamente quanto ao momento em que tal sucedeu", afirma a Santa Casa da Misericórdia de Valongo, em comunicado. No entanto, a criança acabou por não ser encaminhada para uma unidade hospitalar, por decisão da família, assegura a instituição. "A avó da criança, que foi a primeira a chegar, não permitiu que se transportasse a criança ao Hospital de São João. A mesma postura foi adotada pela mãe, que se ausentou do local com a menina, tendo depois regressado, informando que tinha contactado as autoridades, que se encontravam a dirigir ao local, como veio a acontecer", esclarece a Misericórdia de Valongo.
Processo disciplinar
A instituição já instaurou um processo disciplinar, tendo sido suspensa preventivamente uma das trabalhadoras. Contudo, a Misericórdia de Valongo garante que só após o "apuramento dos factos" é que será possível apurar responsabilidades e formular uma acusação. Os contornos da agressão ainda estão por apurar, sendo que não está excluída a hipótese de terem sido outras crianças, no momento em que foram deixadas sozinhas dentro da sala.
A Misericórdia de Valongo esclarece, ainda, ter o número de funcionárias afetas ao serviço que está previsto na lei.
"A SCMV lamenta profundamente o sucedido e expressa a sua total solidariedade para com a criança e a respetiva família, compreendendo a natural preocupação e inquietação geradas por uma situação deste natureza", sublinha a instituição.
A família da bebé apresentou queixa e o Ministério Público abriu um inquérito, estando o caso está a ser investigado.

