Bombeiros temem aumento de partos em ambulâncias com fecho da maternidade do Barreiro

Foto: Artur Machado
A Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal está contra o encerramento da maternidade no Hospital do Barreiro, anunciado pelo Governo, e considera que a medida representa um sério risco para as grávidas, adivinhando um aumento de nascimentos em ambulâncias por causa do trânsito e distâncias entre hospitais.
Em comunicado, a federação aponta para os "elevados fluxos rodoviários na região e constrangimentos" que se podem traduzir "num maior risco de partos assistidos fora do contexto hospitalar" ou em ambulâncias.
"O encerramento da urgência no Barreiro implicará o encaminhamento de grávidas para unidades como o Hospital Garcia de Orta, em Almada, ou o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, que têm também enfrentado dificuldades na resposta, aumentando tempos de transporte e reduzido margens de segurança, sobretudo em situações de trabalho de parto avançado ou emergência súbita", pode-se ler no comunicado.
A federação lembra que, em 2022, foram realizados 1585 partos no Barreiro e que, no ano passado, houve mais de 150 partos fora dos hospitais. A corporação da Moita realizou 15.
O aumento dos partos em ambulâncias é encarado pela Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal como preocupante e que "não pode ser encarado como uma inevitabilidade". No comunicado, os bombeiros lembram que "cada parto realizado numa ambulância representa uma situação de maior vulnerabilidade clínica". Apesar da competência dos bombeiros e profissionais de saúde, os meios disponíveis não substituem as condições técnicas e humanas de uma unidade hospitalar".
A Federaçao dos Bombeiros apela ao Governo para reavaliar a decisão e priveligiar "critérios de segurança, equidade territorial e proteção da vida".

