Bragança vai apoiar agricultores com 128 mil euros para garantir sanidade animal

Foto: Maria João Gala/Arquivo
O Município de Bragança vai apoiar a sanidade animal com um apoio de 128 mil euros em ajudas diretas aos produtores.
Os apoios resultam de protocolos de colaboração com a ADS (Agrupamento de Defesa Sanitária) de Bragança e com a ACRIGA (Associação de Criadores de Gado e Agricultores) que se se traduzem "num aumento de 29.400,00 euros face a 2025, ano em que o apoio municipal se fixou nos 98.600,00 euros, representando um crescimento de cerca de 29,8%", deu conta a autarquia liderada por Isabel Ferreira.
Os protocolos asseguram o financiamento das intervenções de profilaxia médica e sanitária obrigatórias, integradas no Programa Nacional de Saúde Animal (PNSA), permitindo que o Município assuma a totalidade dos custos do primeiro controlo anual.
Na prática, os criadores deixam de suportar encargos associados ao rastreio e controlo de doenças como a tuberculose bovina (teste da tuberculina), brucelose bovina (colheitas de sangue para rastreio), brucelose dos pequenos ruminantes (ovinos e caprinos), leucose enzoótica bovina e a vacinação contra clostridioses.
"O objetivo é apoiar as diversas explorações do concelho, salvaguardando a saúde pública e a salubridade animal", acrescenta a autarquia.
O reforço financeiro destina-se a um efetivo animal composto por bovinos, que aumentou de 2.850 em 2025 para 3.170 em 2026 (+320 animais). Pequenos ruminantes (ovinos e caprinos) que aumentaram de 27.930 para 33.650 (+5.720 animais).
Em 2026, os protocolos alargam ainda certos critérios de elegibilidade. "Se em 2025 o apoio incidia sobre bovinos com idade igual ou superior a 42 meses, este ano passa a abranger animais com idade igual ou superior a 42 dias (para teste da tuberculina), ampliando significativamente a cobertura", explica a autarquia.
A presidente da câmara espera que "para além do impacto direto na viabilidade económica das explorações, os protocolos assentam numa estratégia mais ampla de valorização dos produtos tradicionais, fixação de população no meio rural (em particular de jovens agricultores) e proteção do património natural e paisagístico do concelho".
