Cadastro de águas pluviais em Matosinhos vai ser criado para prevenir cheias

Rio Leça
Ivo Pereira/Global Imagens
A Câmara Municipal de Matosinhos, no distrito do Porto, vai atualizar em 2020 o cadastro de águas pluviais para ter um registo "completo e integral" da rede de águas pluviais do concelho e, assim, poder prevenir cheias.
"Esta informação será útil para a política de prevenção de cheias resultantes de fenómenos naturais extremos, mas também para melhor enquadrar o licenciamento urbanístico na proximidade das linhas de água", referiu, numa nota enviada às redações.
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Na sequência do mau tempo que tem assolado Portugal, Matosinhos vai realizar obras de reforços de fundações, acalmia de caudais de água e recuperações de telhados.
No comunicado, a autarquia refere que, em Guifões, a subida no caudal da ribeira causou um aluimento de terras nas duas margens, junto à Calçada da Fonte.
O município vai, por isso, proceder de "imediato" a trabalhos de reforço de fundação da casa existente na margem esquerda com muro de betão armado e de recuperação do suporte da Calçada da Fonte na margem direita com muro de betão ciclópico.
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"Serão igualmente adotadas medidas de acalmia de caudal das águas da ribeira através de pequenos açudes. Esta intervenção permitirá melhorar as condições de segurança dos moradores e reabrir rapidamente a calçada", ressalva.
Já em Leça da Palmeira, na Rua Óscar da Silva, deu-se o colapso do sistema de drenagem de águas pluviais no ponto mais baixo daquela artéria.
Por isso, a 06 de janeiro, a câmara vai fazer obra de substituição do coletor existente nesta rua por outro de maior capacidade, entre a Rua de Vila Franca e a Avenida Antunes Guimarães, procedendo ainda à limpeza do troço final existente no interior do Porto de Leixões.
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No conjunto habitacional de Carcavelos, durante a madrugada, os ventos fortes provocaram danos nos telhados, estando agora a autarquia a fazer os trabalhos de recuperação.
Em jeito de balanço, a câmara avança que realojou 13 pessoas, entre a noite de quinta-feira e esta madrugada, por estragos nas habitações.
As pessoas desalojadas foram encaminhadas para diferentes espaços do concelho, nomeadamente para casas da MatosinhosHabit e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).
No terreno, a autarquia teve 280 operacionais e registou 235 ocorrências entre inundações, quedas de árvores, cortes de estradas e aluimentos de terras, sublinha.
Contudo, não houve feridos a registar, realça.
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