
O presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre
Foto: Ivan Del Val
O presidente da câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, afirmou esta quarta-feira que a autarquia vai adotar a Inteligência Artificial (IA) como ferramenta de gestão de cerca de 17 mil requerimentos que todos os anos dão entrada nos serviços na área do urbanismo.
Segundo o autarca, a tecnologia será usada a partir de março, para dar continuidade ao processo iniciado em 2010 de "desmaterialização total dos processos urbanísticos, eliminando o papel e tornando a tramitação mais ágil e transparente". Além disso, permitirá encurtar os prazos dos licenciamentos urbanísticos.
"A IA que hoje está a ser utilizada de forma infinita em todas as situações, nós entendemos que é possível também utilizar na gestão municipal e, em particular, na gestão do licenciamento e gestão urbanística", declarou Luís Nobre, indicando que o recurso será usado no "rastreio digital de todos os pedidos que são submetidos ao município" e permitirá "maior eficiência, transparência, celeridade e rigor na resposta".
"Se temos um universo de 50 funcionários que interagem ou tratam mais de 17 mil requerimentos no ano, é natural que aconteçam erros humanos, e a IA veio ajudar-nos a errar menos e a responder com mais eficiência", disse, referindo que os serviços já estão a interagir internamente com a ferramenta.
Sobre a plataforma de Inteligência Artificial a disponibilizar ao público durante o próximo mês, Luís Nobre comentou que esta permitirá agilizar os prazos dos licenciamentos urbanísticos. "Só tínhamos duas formas de o fazer, ou duplicar recursos humanos, o que era insustentável, ou apropriar-nos das tecnologias, da IA, para sermos mais eficientes", concluiu.

