
DR/SPAG
Obras de ampliação do espaço estão anunciadas há vários anos.
A Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães (SPAG) emitiu, esta terça-feira, um comunicado a denunicar o atraso no arranque das obras anunciadas no Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA) e problemas de sobrelotação do espaço.
A SPAG considera "incompreensível" o atraso nas obras há muito previstas para o centro onde são recolhidos os cães e gatos abandonados do concelho. O atraso da empreitada, que vai aumentar a capacidade, "provoca problemas graves de sobrelotação, obrigando a ter animais em boxes exíguas" e ao aproveitamento de espaços para fins diversos daquilo para que foram pensados. A título de exemplo, a Protetora dos Animais aponta a utilização da zona de banhos para albergar uma cadela com os seus filhotes.
Face a esta situação, a SPAG defende que é "urgentíssimo avançar com as obras" do CROA de Guimarães.
Em fevereiro de 2018, o presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança, garantiu que o canil ia ser aumentado. Na altura, foi anunciado um projeto no valor de 200 mil euros que poderia ser apoiado pela CIM do Ave. Já em fevereiro de 2020, a vereadora Sofia Ferreira - que mantém a tutela do CROA no atual executivo - avançou com a informação de que a Autarquia só estaria à espera da entrega do projeto final, sujeito a modificações, "tendo em conta a alteração da legislação."
Questionado pelo JN sobre a data para o início das obras previstas no CROA e sobre eventuais medidas para mitigar a situação de sobrelotação atual, o Município não respondeu.

