
Sparky, o cão que foi resgatado por uma enfermeira, na segunda-feira, depois de ter sido arrastado com uma corda ao pescoço por uma carrinha pelas ruas de Vila Real, e cujo dono fugiu, "está bem, apesar da gravidade dos ferimentos", informou esta quinta-feira fonte do Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde está internado desde então.
Segundo a mesma fonte, apesar de não ter apresentar qualquer fratura nos membros, o jovem animal "está a ser tratado a abrasões severos provocados pelo arrastamento no asfalto". Sparky, assim batizado por fazer lembrar a personagem principal do último filme de Tim Burton, está ainda "com muitas dores" e não há, por isso, qualquer previsão para a sua saída do hospital.
A fonte do Hospital Veterinário da UTAD referiu, ainda que, devido à notícia do JN, tem havido, junto da instituição, uma chuva de telefonemas para conhecer a forma de contribuir para o pagamento do tratamento do cão abandonado, que tem uma página no Facebook (Sparky - acorrentado e arrastado por um carro em Vila Real) e uma conta solidária (0018 0003 2299 1210 0203 5).
Sparky sobreviveu a uma morte horrenda depois de ter sido abandonado por uma carrinha que o arrastou pelas ruas de Vila Real amarrado por uma corda. Página criada no Facebook para angariar fundos para tratar o cão já tem cerca de seis mil seguidores.
Foi na segunda-feira. Ana Beatriz Loureiro, uma enfermeira do Porto a trabalhar em Vila Real, saía do supermercado Lidl quando foi abordada por duas estudantes da Universidade de Trás-os-Montes, que tinham assistido a toda a cena.
"Confirmei logo. Houve pessoas que contaram o que viram, automobilistas que apitaram, mas o condutor nada fez. Entrou no parque do Lidl e abandonou o cão", conta Ana Beatriz.
Para documentar o horror, a enfermeira fotografou o rasto de sangue nas ruas circundantes ao supermercado e os ferimentos do animal. Com a chegada da PSP e o consentimento das autoridades veterinárias, levou o animal para o Hospital Veterinário da UTAD.
"Ele é extremamente meigo, mas está muito ferido e precisa de tratamento", explicou a enfermeira, que criou uma página no Facebook para recolher fundos para ajudar a pagar a conta médica.
