
O rio Águeda transbordou e inundou várias ruas
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Baixa da cidade mantém-se a salvo, devido às obras recentes de drenagem, mas a margem esquerda do rio já está inundada, após noite com muita chuva.
O cenário já era expectável, por parte das autoridades locais, após uma noite de precipitação intensa: o rio Águeda transbordou, na margem esquerda, inundando campos e ruas, deixando alguns carros submersos e ameaçando casas. No lado oposto, na baixa da cidade, que outrora foi atingida por várias cheias violentas, as obras recentes do sistema de drenagem voltaram a impedir que a água saísse do leito.
Segundo Vasco Oliveira, vereador da Câmara responsável pela Proteção Civil, trata-se de uma situação "esperada". "Vendo a precipitação que tivemos pela madrugada, esperava-se que viesse a ocorrer um fenómeno desta natureza", disse o autarca, quando falava em direto ao "Notícias de Águeda". A potenciar a subida das águas estará o facto de o rio Vouga também estar com o "caudal fora do normal" e de a barragem de Ribeiradio "ter de ir fazendo algumas descargas".
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O sistema de drenagem instalado em Águeda teve como objetivo, segundo a Câmara, prevenir a ocorrência de cheias na baixa da cidade. Quanto à margem esquerda, como confirmou Jorge Almeida, presidente da Câmara, ao JN, esta semana "não há nada a fazer, porque a água tem de passar". Tanto que o prédio mais recente construído naquela zona, perto do rio, já foi erguido a pensar na prevenção de cheias. Ainda assim, e apesar dos avisos e da interdição de circulação em algumas ruas, houve condutores que deixaram as viaturas estacionadas num largo que se situa perto da água, tendo as mesmas ficado parcialmente submersas.
"Hoje, acaba por ser o dia em que tudo se está a complicar, por toda a freguesia. Temos terrenos e casas alagados e desabamentos de terras. Não chegamos para acorrer a todas as pessoas que nos pedem ajuda e a situação está longe de estar controlada", adiantou Nuno Cardoso, presidente da Junta de Freguesia de Águeda, também em declarações ao órgão de comunicação local.
Vasco Oliveira, por seu turno, prevê que a água comece a baixar "a partir das 13 horas". O vereador sublinhou, no entanto, que a Proteção Civil se vai manter "em alerta máximo".
