
Barragem de Alqueva realizou nova descarga após noite de chuvas intensas
Foto: Teixeira Correia
Cinco dias depois, a Empresa de Desenvolvimento de Infraestruturas de Alqueva (EDIA) voltou, às 9 horas desta segunda-feira, a proceder à abertura dos descarregadores de meio-fundo da barragem de Alqueva, que está a fazer descargas controladas para o rio Guadiana.
Em comunicado, a EDIA justificou que "durante a última noite, a barragem de Alqueva recebeu um grande volume de água devido às chuvas intensas, com afluências na ordem dos três mil metros cúbicos por segundo", justificando que a gestão controlada dos caudais "permitiu reduzir o risco de cheias a jusante, protegendo populações e bens ao longo do rio Guadiana", remata a instituição.
À semelhança da semana passada, face à persistência de caudais afluentes elevados no Sistema Alqueva-Pedrógão, com a abertura dos descarregadores de meio-fundo da Barragem de Alqueva, está a ser libertar um caudal de descarga inicial de 600 m³/s, que, somado ao caudal turbinado (800 m³/s), perfaz um caudal total lançado de 1.400 m³/s a jusante da infraestrutura.
Na Barragem de Pedrógão, o caudal descarregado é de 1.500 m³/s.
A EDIA recomenda às populações "a adoção de comportamentos de precaução nas zonas potencialmente afetadas e solicita a colaboração de todas as entidades e populações ribeirinhas na prevenção de situações de risco".
Histórico das descargas
As descargas na Barragem de Alqueva constituem eventos excecionais, acionados apenas em situações de armazenamento muito elevado, quando a gestão por turbinamento não é suficiente para acomodar as afluências registadas. Historicamente, já se registaram-se quatro episódios de descargas controladas, designadamente:
2010- Pela primeira vez o Nível de Pleno Armazenamento da sua albufeira, oito anos após o encerramento das comportas.
2011- Procedeu a descargas controladas pelo segundo ano consecutivo.
2013- Descargas controladas para gerir o volume de água da albufeira, que se aproximou da capacidade máxima de armazenamento.
2026 (28/01/26)- Descargas controladas para gerir o volume de água da albufeira, que se aproximou da capacidade máxima de armazenamento.
Em 2015, Alqueva encheu na plenitude, não tendo na altura a EDIA feito descargas para o rio Guadiana, desviando a água para a central hidroelétrica para a produção de energia.
