Com as fábricas a céu aberto, fazem piquetes para travar saques

Parque industrial foi severamente afetado pelo mau tempo. Empresas suspenderama atividade devido aos estragos
Foto: José Gabriel
Centenas de unidades ficaram destruídas após a passagem da tempestade. Trabalhadores vigiam instalações para evitar roubos.
As chapas que outrora protegiam os pavilhões da Rua da Indústria Metalúrgica, na Marinha Grande, estão agora no chão, num emaranhado de metal impossível de remover sem maquinaria pesada. Os carros que ali chegam deparam-se com o que resta de duas das cinco fábricas de João Faustino e acabam por dar meia-volta: o telhado voou e acabou na estrada. Para o proprietário da TJ Moldes, a madrugada do temporal foi como "uma bomba" que destruiu "totalmente" duas unidades e danificou outras três. "Se considerarmos que há ali máquinas que custaram mais de um milhão de euros e que não trabalham... Temos prejuízos de milhões de certeza", lamenta o empresário, de 64 anos.

