A história de Ramiro e da esposa que moram em Campanhã, no Porto, a dois passos do Parque Oriental em construção, sem saneamento e casa-de-banho voltou a ser lembrada, ontem, terça-feira, na reunião da Câmara do Porto.
A vereadora da Habitação, Matilde Alves, garantiu que o casal terá direito, em breve, a um apartamento numa urbanização municipal.
Emocionado, Mário António Sousa, genro de Ramiro, lembrou as "condições desumanas" em que vive o casal, com a agravante da sogra estar acamada há 17 anos, vítima de um AVC, e de ter de tomar banho numa bacia no quintal, faça chuva ou faça sol. "O primeiro postal que esta família recebeu relativamente a este assunto [hipótese de realojamento] é de 1974", explicou Mário Sousa, sentado, perante o Executivo.
O avanço da prometida obra do Parque Oriental é uma boa notícia para a freguesia, reconhece o munícipe, mas só lamenta que a Autarquia portuense não tenha atendido, primeiro, às necessidades dos moradores na envolvente, antes de avançar com a construção daquele parque.
"As barracas do Parque Oriental também são um nojo para as pessoas que lá vivem em condições desumanas. Refiro-me, especialmente, a uma família", sublinhou Mário Sousa. O caso foi denunciado pela CDU durante a campanha eleitoral.
A vereadora da Habitação, Matilde Alves, garante que o pedido de habitação chegou à Empresa Municipal Domussocial no Verão de 2008. E este casal integra a lista das situações prioritárias. "Está prestes a ser chamado. Só ainda não foi por não termos T1 no rés-do-chão disponíveis", explicou, certa de que o realojamento acontecerá em breve.
