
Elisa Ferraz diz-se perseguida
José Carmo/Global Imagens
Elisa Ferraz diz-se expulsa e vítima de perseguição política por parte do atual presidente da Câmara. Vítor Costa garante que foi um processo normal.
"Expulsa sem aviso prévio", vítima de "inqualificável perseguição política". É assim que a ex-presidente da Câmara, Elisa Ferraz, diz ter sido "corrida" por Vítor Costa dos órgãos sociais do Centro Ciência Viva (CCV) de Vila do Conde. O atual presidente diz que foram "eleições normais", nas quais a Câmara foi chamada a indicar dois elementos. Ora, tendo Elisa Ferraz perdido as eleições, o seu cargo em representação do município "deixou de fazer sentido".
"A atual presidente da assembleia geral e fundadora deste projeto desde 2002, Elisa Ferraz, foi expulsa e desrespeitada no processo da eleição de novos elementos. (...) Não se respeita ninguém, age-se com raiva e prepotência, cometem-se ilegalidades de toda a ordem", afirma, em comunicado, o movimento independente NAU, liderado por Elisa Ferraz.
Vítor Costa não compreende. "Foi um processo normal de eleição. Votou quem tinha direito a voto", frisou, explicando o caso: a assembleia geral eletiva deveria ter decorrido em novembro. Elisa Ferraz não a convocou. Tendo o CCV três associados - a Ciência Viva (Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica), a Universidade do Porto (UP) e a Câmara -, entendeu a Ciência Viva convocar a assembleia geral eletiva. A UP apresentou a proposta de órgãos sociais e a Câmara, diz, "limitou-se a concordar". Coube-lhe apenas indicar dois representantes: um para presidir à assembleia geral (a vice-presidente da Câmara, Sara Lobão), outro para vogal do conselho diretivo (a vereadora da Educação, Carla Peixoto).
"São pessoas que representam a Câmara. Estão lá em nome da instituição", diz, deixando no ar a ideia de que, ao perder as eleições e deixar a presidência da Câmara, Elisa Ferraz, deveria ter deixado o CCV.
