A Escola EB 2,3/S Cunha Rivara, em Arraiolos, vai continuar encerrada até segunda-feira, após três casos de intoxicação, de origem desconhecida, estando prevista a realização de análises à qualidade do ar.
A escola "estará encerrada até dia 8 de março inclusive", pode ler-se na página da Internet do Agrupamento de Escolas de Arraiolos.
No comunicado, o diretor do agrupamento, Joaquim Mira, informa ainda que a empresa pública Parque Escolar "irá solicitar a uma empresa" a realização de "novas análises" à qualidade do ar.
Além disso, acrescenta a nota informativa, "o delegado de Saúde estará disponível" para reunir com os pais para "prestar todos os esclarecimentos".
As medidas foram tomadas na quarta-feira, numa reunião que, durante a tarde, juntou responsáveis da direção do agrupamento, conselho geral, Parque Escolar, Direção de Serviços da Região Alentejo (antiga direção regional de educação), associação de pais, entre outras entidades.
A escola está fechada desde terça-feira à tarde, depois de, nessa manhã, dois alunos, de 16 e de 17 anos, e uma funcionária, de 49 anos, se sentirem indispostos.
Os três foram transportados para o Hospital de Évora com sintomas de intoxicação, alegadamente devido a "gás metano dos esgotos", revelaram à agência Lusa os bombeiros, na terça-feira.
No mesmo dia, o diretor do Agrupamento de Escolas de Arraiolos, Joaquim Mira, rejeitou à Lusa a hipótese de se tratar de gás metano.
O responsável indicou que o Instituto de Soldadura e Qualidade já efetuou "duas análises na escola" e "não detetou nada".
A Escola EB 2,3/S Cunha Rivara, frequentada por cerca de 500 alunos, foi inaugurada em setembro do ano passado e o edifício ainda é propriedade da empresa Parque Escolar.
José Domingos, pai de um dos alunos transportado para o Hospital de Évora na terça-feira, contou à Lusa que o problema do mau-cheiro na escola começou "um mês após a inauguração" do estabelecimento, ou seja, em outubro.
"Os miúdos começaram a queixar-se com dores de cabeça quando chegavam a casa", exemplificou.
O vereador da Câmara de Arraiolos Armando Oliveira disse também à Lusa, na terça-feira, que esta situação "não é normal, nem nova".
As primeiras queixas de alunos e funcionários sobre um mau-cheiro na escola começaram a surgir um mês após a inauguração, corroborou, explicando que os sintomas são sempre "dor de cabeça, tosse e irritação nos olhos".
"Já foram feitos vários procedimentos para determinar a origem do mau-cheiro", nomeadamente "análises à qualidade do ar", mas, "no resultado, não houve nenhum parâmetro" com "alterações impeditivas da utilização da escola", afirmou.
Numa resposta por escrito a perguntas colocadas pela Lusa, a empresa pública Parque Escolar também disse que o "novo episódio de indisposição em alunos", esta semana, foi causado por "um mau-cheiro cuja origem ainda não foi identificada" e anunciou a realização de "novas análises e testes à qualidade do ar".
