
Na pausa letiva do Natal foram servidas mais de 13 mil refeições
Foto: Ivo Pereira/Arquivo
As cantinas das escolas do Porto voltarão a estar abertas nas pausas letivas do Carnaval (de 16 a 18 de fevereiro), da Páscoa (de 30 de março e 10 de abril) e do verão (entre 5 de junho e 15 de setembro), com o objetivo de permitir que todos "os alunos possam usufruir de refeições equilibradas em termos nutricionais", mesmo nos períodos em que não há aulas.
O projeto "Escola Solidária", promovido pelo município, mostrou ser um apoio importante para os agregados familiares na pausa letiva de Natal. De acordo com a Câmara do Porto, as cantinas geridas pela autarquia serviram, nesse período, 13318 refeições, entre almoços e lanches. Usufruem desta iniciativa crianças e jovens do pré-escolar até ao ensino secundário.
"A procura continua a ser relevante, até porque há muitas famílias que encontram aqui uma forma de conseguirem manter as suas rotinas regulares", sublinhou o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, numa visita recente à Escola do Bom Sucesso, na zona da Boavista.
Segundo a autarquia, o projeto "abrange a distribuição de lanche escolar (nas escolas de pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico) e a possibilidade de requisição do almoço na mobilidade "take away", permitindo que as crianças e jovens possam almoçar na companhia dos familiares.
Mas nem só de alimentação se compõe o apoio da Câmara do Porto às famílias nas férias escolares. Também há escolas que permanecem abertas, de modo a receber os alunos "cujos pais não têm disponibilidade para estar todo o dia com eles, ocupando-os com atividades extracurriculares".
"Muitas destas atividades enquadram-se em programas municipais como o Porto de Atividades, o Porto de Apoio à Família ou o Porto de Crianças", pormenoriza a autarquia.
À semelhança do Porto, há muitos outros municípios a disponibilizar atividades (e refeições). Como explicou ao JN Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, há cada vez mais famílias a morar fora dos locais de origem e que, por isso, não têm rede de apoio para ficar com os filhos nas pausas letivas.

