
Enxurrada no início de janeiro causou estragos aos comerciantes da Baixa do Porrto
Pedro Granadeiro/Global Imagens
Uma "primeira versão" do estudo pedido pela Metro do Porto ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil, LNEC, sobre as causas da enxurrada na Baixa do Porto, do passado dia 7 de janeiro e que provocou prejuízos aos comerciantes da zona, deverá ser conhecida "dentro de duas a três semanas".
O anúncio foi feito esta segunda-feira, pelo presidente da Metro do Porto, Tiago Braga, numa conferência que serviu para dar conta do início dos trabalhos do metrobus, na Avenida da Boavista, cuja empreitada começará esta terça-feira.
"Dentro de duas a três semanas deverá ser conhecida uma primeira versão do estudo do LNEC. Nessa altura, falaremos", adiantou Tiago Braga aos jornalistas.
Antes, a mesma pergunta havia sido feita ao presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, também presente na conferência do projeto do metrobus, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). "Não sei ainda o resultado do estudo do LNEC", respondeu o autarca.
O metrobus vai ligar a Rotunda da Boavista à Praça do Império, através das avenidas da Boavista e da Marechal Gomes da Costa. Está previsto que o tempo de viagem seja de 12 minutos.
Haverá também uma ligação entre a Rotunda da Boavista e a rotunda da Anémona, em Matosinhos, percorrendo toda a Avenida da Boavista e um troço da marginal. Prevê-se que o tempo de viagem seja de 17 minutos.
Trata-se de uma aposta também ambiental, porque os veículos serão movidos a hidrogénio.
A conclusão das obras está prevista para o verão de 2024, entrando a partir daí em operação. A obra da ligação Boavista/Império estará pronta mais cedo, devendo, por isso, entrar em fase de testes mais cedo também.
Os locais definidos para o arranque dos trabalhos são Bessa Leite/Guerra Junqueiro e Marechal/Foco.
