
Explosão e fogo deixaram casa parcialmente destruída
Ivo Pereira/Global Imagens
Continuam internadas as duas vítimas da explosão de gás, seguida de incêndio, numa habitação de Valongo, no domingo.
Tia e sobrinho foram tratados inicialmente no Hospital de Gaia que se viu obrigado a improvisar duas camas nos cuidados intensivos para cuidar e isolar os doentes, uma vez que não possui uma unidade de queimados. De acordo com Horário Costa, diretor do serviço de Cirurgia Plástica Reconstrutiva de Gaia, só na segunda-feira, ao final do dia, os feridos foram encaminhados para os hospitais de S. João e da Prelada.
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"Asseguramos os cuidados emergentes dos doentes e procuramos a transferência para outras unidades, o que não foi possível. Não havia vagas no S. João, na Prelada, em Coimbra, nem em Lisboa", detalhou Horário Costa, defendendo a revisão da "abrangência das unidades de queimados em Portugal para que os cuidados sejam garantidos".
De acordo com o médico, a mulher, de 60 anos, tem entre 30 a 34% do corpo queimado. As lesões estendem-se pela cara, pescoço, braços e pernas. Menos grave é a situação clínica do sobrinho, que apresenta queimaduras na face e nos ombros. Ambos sofreram queimaduras nas vias aéreas, tendo ficado ventilados.
Questionado pelo JN, o Ministério da Saúde remeteu esclarecimentos para a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte que, por sua vez, garantiu que "tendo presente a casuística de queimados até agora verificada e a articulação em rede das unidades do Serviço Nacional de Saúde, as 29 camas existentes na região têm-se manifestado suficientes".
"O recurso a outras unidades poderá apenas acontecer casualmente e, mesmo assim, de forma transitória", frisou a ARS Norte.
