Gaia incorpora mais 92 milhões e PS diz que não há desculpas para não cumprir promessas

Município de Gaia prepara-se para incorporar mais 92 milhões de euros, oriundos do saldo de gerência do último mandato
Foto: Pedro Correia
A Câmara de Gaia vai herdar um saldo de gerência de 92 milhões de euros, que transita do mandato de Eduardo Vítor Rodrigues, e o vereador do PS, João Paulo Correia, diz que o Executivo, presidido por Luís Filipe Menezes, eleito pela coligação PSD/CDS/IL, fica "sem desculpas para não cumprir as promessas eleitorais".
Em janeiro, a Câmara de Gaia aprovou o orçamento de 328,7 milhões de euros para 2026 e prepara-se para incorporar o saldo de gerência, de 92 milhões de euros. A incorporação foi aprovada, esta terça-feira ao fim da tarde, por unanimidade, em reunião camarária.
"O saldo de 2025, de 92 milhões de euros, prova a herança de boas contas e o PS quer mais apoio às famílias. Este saldo atinge um valor recorde, que representa um crescimento de 120% face a 2024 (41,5 milhões de euros). É uma receita bastante acima do orçamentado, resultante do incremento da atividade económica, e da contenção da despesa, decorrente do ano eleitoral, e que permitiu à gestão de 2025 mais do que duplicar o saldo que transita para 2026", explica João Paulo Correia, detalhando que o aumento da receita provém, sobretudo, do turismo e do imobiliário.
"Em primeiro lugar, esta é uma prova inequívoca da herança de boas contas. Este saldo de gerência desfaz qualquer dúvida, de facto a Câmara Municipal de Gaia goza de boa saúde financeira e não há desculpas para não cumprir promessas eleitorais", sublinha.
"Em segundo lugar, fica também claro que não havia necessidade alguma de ensaiar aumento de impostos, cortar o apoio Cartão Andante Municipal 3.ª Idade e cortar 25% no apoio direto aos clubes, entre outras rubricas", completa.
O vereador socialista refere que "a incorporação do saldo de gerência significa nova receita e leva a uma revisão orçamental, fazendo com que a Câmara Municipal reforce a despesa em cerca de 92 milhões de euros".
"É altura de ter mais ambição para 2026, nomeadamente no apoio às famílias", conclui.

