
Ministra do Ambiente esteve em Espinho
Foto: Salomão Rodrigues
O presidente da Câmara de Espinho, Jorge Ratola, e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, garantem que o concelho terá a sua época balnear dentro da normalidade, apesar dos problemas provocados pelo mau tempo na zona costeira e da poluição das ribeiras. Uma certeza reforçada pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, na tarde desta segunda-feira, em Espinho.
Em 2025, Espinho perdeu metade das bandeiras azuis que tinha conquistado no ano anterior, devido à poluição. Neste ano, os responsáveis governamentais garantem que irão intervir nas causas destes problemas e que haverá um cenário diferente. Na visita que efetuou à obra de reabilitação do esporão de Silvalde, Maria da Graça Carvalho afirmou que estão a ser preparadas intervenções nas três principais ribeiras do concelho: Silvalde, Mocho e Rio Maior. "Vamos fazer obras em cada uma delas, despoluir caso haja poluição, compor e limpar as margens". "Isto é muito importante para garantir que todas estas praias possam ter bandeira azul no próximo verão. Com areia, esporões e ribeiras de água limpa e renaturalizadas", disse a governante.
Também Pimenta Machado confirmou que este trabalho está a ser desenvolvido com a Câmara, considerando que as ribeiras influenciam "muito a época balnear, com a qualidade da água das praias". "É um tema que nos preocupa, vamos trabalhar com a Câmara para identificar as fontes poluidoras, reabilitar e recuperar as margens e o leito, com o objetivo de garantir boa qualidade da água, porque afeta muito a qualidade das águas balneares", referiu.
"Claro que sim", respondeu o presidente da Câmara, Jorge Ratola, quando questionado se Espinho vai ter a época balnear a decorrer dentro da normalidade. "Para além da sensibilidade, o mais importante é o pragmatismo e fazermos as coisas", adiantou.
As declarações foram prestadas durante a visita às obras do esporão de Silvalde, no valor de 2,4 milhões de euros. Foi ainda anunciado que, depois da intervenção no esporão da Praia da Baía e da obra em curso no esporão de Silvalde, serão intervencionados outros dois esporões, mais a sul, em Paramos.
Em Silvalde vão ser colocados 360 blocos, vulgarmente designados por pés-de-galinha, cada um com um peso de 34 toneladas. Será ainda refeita a cabeça do esporão e, lateralmente, reabilitado o talude existente.
Pimenta Machado adiantou que está a ser elaborado "o projeto de Paramos, da zona da proteção aderente e do esporão", que dará origem a uma intervenção considerada "muito importante e relevante para proteger a zona entre a capela e a ETAR". O projeto, segundo o presidente da APA, será candidatado a fundos comunitários "até ao fim do próximo mês". "Estamos aqui numa corrida contra o tempo, porque aquela empreitada é muito relevante", sublinhou.
