Gondomar paga mais de 823 mil euros por expropriações para central de biorresíduos

Lipor prevê começar a construir central em 2027
Foto: Lipor
A Câmara de Gondomar vai avançar com a expropriação de um conjunto de terrenos para a construção da Central de Valorização de Biorresíduos da Lipor, em Baguim do Monte, e o valor global das indemnizações a pagar aos proprietários supera os 823 mil euros.
Estão em causa oito parcelas de solo rural e agrícola, com uma área total de 41400 metros quadrados, na fronteira com Ermesinde, concelho de Valongo. As expropriações abrangem um proprietário individual e outro desconhecido, além de seis casais.
De acordo com um edital de 10 de fevereiro e publicado na Imprensa no início desta semana, a Câmara de Gondomar considera, deste modo, estarem notificados os proprietários, tendo em vista a "expropriar e requer a utilizada pública e autorização de posse administrativa com caráter de urgência das parcelas necessárias à construção da Central de Valorização de Biorresíduos da Lipor, em Baguim do Monte".
Como o JN já noticiou, a nova central só deverá começar a ser construída no próximo ano, mas está a ser projetada para tratar cerca de 65 mil toneladas de resíduos alimentares - o equivalente a 72 camiões com restos de comida por dia - e 10 mil toneladas de resíduos verdes por ano.
Três anos de obras
O objetivo é que a estrutura produza biometano, para injetar na rede de gás natural, a partir do biogás resultante da degradação da matéria orgânica por microrganismos. O empreendimento deverá ficar pronto no prazo de três anos. O projeto está em fase de estudo prévio, cuja avaliação de impacto ambiental esteve em discussão pública.
Para a construção da central serão ocupadas 15 propriedades, sete das quais já pertencem à Lipor, empresa intermunicipal que trata do lixo de oito concelhos: Porto, Matosinhos, Gondomar, Maia, Valongo, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Espinho.
