Gratuitidade dos transportes urbanos de Viana do Castelo acaba em março

TUViana deixará de ser gratuito
Foto: Rui Manuel Fonseca
A Câmara de Viana do Castelo aprovou esta terça-feira a alteração ao regulamento do serviço público de transporte de passageiros daquele município, que contempla novas tarifas para vigorar a partir de março. Atualmente, o serviço é gratuito.
Em causa está o novo sistema de Transportes Urbanos de Viana do Castelo, (TUViana), que entrou em funcionamento no dia 23 de setembro de 2025, sob gestão municipal e sem cobrança de bilhetes.
De acordo com o presidente da Câmara, Luis Nobre, a revisão de regulamento agora aprovada terá ainda de receber a luz ver da Assembleia Municipal em reunião prevista para 20 de fevereiro e será, posteriormente, publicada em Diário da República, colocando fim à gratuitidade.
O novo tarifário contempla um passe geral de 20 euros (mais 5 euros de emissão), e de 10 euros para pessoas com deficiência e seniores. Os bilhetes ocasionais pré-comprados terão o preço de 1 euro e de 1,5 euros se adquiridos a bordo, e podem ser utilizados durante uma hora, após validação nas várias linhas.
De acordo com o documento aprovado pelo Executivo municipal, a revisão do regulamento "pretende simplificar o tarifário, passando de 48 preços para 10 preços, e permitir a sua utilização em toda a área, e incentivar o uso de passes".
A propósito da alteração ao regulamento aprovada, o vereador do PSD, Duarte Martins, considerou que "a simplificação do tarifário, a redução do número de preços e a uniformização territorial são medidas positivas e há muito necessárias". Mas sublinhou que "mobilidade não se faz apenas com tarifários mais baixos. Faz-se com horários adequados, cobertura eficaz e fiabilidade do serviço, sobretudo nas freguesias mais afastadas do centro".
Recorde-se que a câmara de Viana do Castelo internalizou o serviço de transportes públicos urbanos, após fim da concessão ao grupo AVIC. E os 17 autocarros que operam nos 293 quilómetros da rede urbana são gratuitos desde o início. De acordo com a proposta de alteração de regulamento, aprovada esta terça-feira, os custos da operação rondam um milhão de euros (2 euros por viagem).

