
Transmissão do vírus para humanos acontece raramente
Foto: Orlando Almeida/Arquivo
A gripe das aves foi detetada numa gaivota-de-patas-amarelas, no concelho do Funchal, arquipélago da Madeira, anunciou a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
O foco foi detetado, na passada segunda-feira, numa ave selvagem, na freguesia da Sé, concelho do Funchal, segundo os dados divulgados pela DGAV.
Em resposta, o Governo da Madeira desencadeou um plano para isolar o animal para evitar que se propague a animais domésticos e pessoas. "Neste momento, vamos cumprir com os procedimentos no sentido de isolá-lo e evitar a propagação desses vírus às aves domésticas, porque isso pode acarretar grandes prejuízos e, obviamente, também tentar prevenir quer nas aves domésticas quer a passagem para as pessoas", afirmou Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional.
Através da Secretaria da Saúde e Proteção Civil, o Governo Regional confirmou que "foi encontrada uma ave selvagem ferida, tendo sido recolhida através da Rede SOS Vida Selvagem e encaminhada para o Centro de Recuperação de Aves Selvagens (CRAS), onde esteve isolada em jaula individual, sem contacto físico com qualquer outra ave", informa.
Este é o 28.º foco de infeção pelo vírus da gripe das aves confirmado este ano. A gripe das aves já tinha sido, recentemente, detetada em Benavente, Cascais e Aveiro.
A transmissão do vírus para humanos acontece raramente, tendo sido reportados casos esporádicos em todo o mundo. Contudo, quando ocorre, a infeção pode levar a um quadro clínico grave.
A DGAV tem vindo a pedir a todos os detentores de aves que cumpram as medidas de biossegurança e as boas práticas de produção, evitando os contactos entre aves domésticas e selvagens.
Qualquer suspeita de infeção pela gripe das aves deve ser reportada à DGAV.
A DGAV é um serviço central da administração direta do Estado, com autonomia administrativa.
