
Crianças têm ajuda de voluntários
Rui Oliveira/Global Imagens
Associação "O meu lugar no mundo" foi criada em 2016, após apelo da Junta de Freguesia no Porto, perante maus resultados de crianças carenciadas.
Foi em 2014 que a Junta do Bonfim, no Porto, desafiou um grupo de voluntários a desenvolverem competências que ajudassem a reverter a situação de insucesso escolar que se verificava em crianças do primeiro e segundo anos do ensino básico, de famílias carenciadas da freguesia. Estava, assim, lançada a semente que, dois anos depois, deu origem ao programa educativo da associação "O meu lugar no mundo", com instalações no número 282 da Rua de Anselmo Braancamp.
"Prestamos apoio psicopedagógico a crianças e jovens (dos 6 aos 16 anos) de famílias vulneráveis do Bonfim, estimulando a aprendizagem e o desenvolvimento de competências de forma a que se tornem autónomos", explicou ao JN, Cátia Oliveira, assistente social.
Aquela que há oito anos foi uma das primeiras voluntárias do projeto, é agora coordenadora e presidente da direção. E o balanço "é positivo". "Foi difícil chegar a este patamar e não estamos ainda no momento ideal. Mas, tendo em conta tudo o que já alcançamos em tão pouco tempo, é muito bom", diz, sem reservas.
Só no ano passado, "O meu lugar no mundo" desenvolveu cinco projetos, prestou apoio a 92 crianças e jovens, com a ajuda de 56 voluntários.
E o "tudo" de que Cátia fala é sobretudo "as sinergias" que a associação tem conseguido abraçar e que servem de engrenagem às várias atividades. "Só das faculdades temos 50 a 60 voluntários por ano", conta. Outros, são jovens que já passaram pela instituição, como Ricardo Gomes, 17 anos, ciente de que a experiência na associação "mudou o rumo" da sua vida.
Mas a associação não se limita só a combater o insucesso escolar, permitindo aos mais novos um estudo acompanhado nas instalações da associação. "Temos um programa educativo, durante as pausas letivas, com atividades que sensibilizam os mais novos para os direitos humanos, gestão financeira, sexualidade, educação alimentar e ambiental", referiu a diretora.
Experiências que permitem "saídas fora de portas, partindo dos sonhos dos próprios miúdos". "Cheguei a ter uma jovem que, aos 15 anos, nunca tinha ido ao cinema e miúdos que nunca tinham ido à Ribeira", sublinhou Cátia.
As crianças chegam à associação sempre a partir "de uma sinalização feita pelas professoras", assegura a presidente da direção, salientando que "há um trabalho em rede que engloba o serviço da Ação Social da Junta do Bonfim e a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens do Porto Oriental".
Aos pais, sempre que possível, cabe o pagamento de "um valor simbólico", que não ultrapassa os 25 euros mensais.
Na associação "O meu lugar no mundo" todas as ajudas contam. Ao longo do ano, são várias as campanhas de apadrinhamento. Se tiver a disponibilidade para ajudar a concretizar muitos dos sonhos destas crianças, saiba que pode fazer um donativo para o seguinte NIB: PT50 0036 0073 9910 0079 8513 8 ou por MBWay para o número 918234940. Já uma pareceria com a Farmácia D"Arrábida permite que 10% do valor das suas compras reverta para a associação. Basta usar o código: OMEULUGAR.

