O Porto espera obter, este ano, duas bandeiras azuis. A empresa Águas do Porto candidatou as praias do Homem do Leme e da Foz ao galardão, depois de tê-lo conquistado em 2008. Mas a primeira bandeira só esteve um mês hasteada.
A frente marítima portuense esteve interdita a banhos durante anos até 2006. As análises à qualidade da água revelaram melhorias em 2007 e a época balnear do ano passado trouxe novidades: todas as praias entre o Castelo do Queijo e a Foz do Douro surgiram classificadas como zonas balneares e o areal do Homem do Leme (o único que foi alvo de uma candidatura ao galardão) conquistou a primeira bandeira azul.
A estreia não correu da melhor forma. A bandeira foi hasteada no passado dia 26 de Junho no Homem do Leme. Porém, duas análises à água do mar com resultado aceitável sentenciaram a retirada do galardão ao concelho. A bandeira foi arriada um mês depois sob as críticas do partidos da Oposição. Os concessionários deram conta do aumento da procura dos areais da cidade.
A Câmara faz nova tentativa, repetindo a candidatura do Homem do Leme e pedindo, também, o galardão para a zona balnear da Foz que engloba as praias da Senhora da Luz, dos Ingleses e do Ourigo. "A bandeira azul é uma consequência normal do trabalho efectuado no domínio do saneamento. Quando se candidata, pode ganhar-se ou perder-se. As praias do Porto vêm de um historial negro e temos de ser prudentes", explica o presidente da Comissão de Estruturação da empresa Águas do Porto.
Ciente do risco de candidatar praias urbanas, Poças Martins salienta que não pode dar garantias quanto ao tempo que a bandeira ficará hasteada. "Somos aprendizes da bandeira azul, tal como sucedeu com Gaia há dez anos. Os resultados das análises de 2008 foram melhores do que os de 2007 e, no caso da praia da Foz, não houve sequer uma análise aceitável", atenta. A empresa criou, em colaboração com a Universidade do Porto, um grupo de trabalho que avalia a dinâmica da poluição dos rios Douro e Leça e outras ribeiras que se concentra ao largo dos areais para saber como pode afectar a qualidade da água nas praias. Esse estudo permitirá definir, ainda, novos mecanismos de informação à população.
