Hospital de Famalicão com "algumas dificuldades" mas preparado para enfrentar pico da gripe

Álvaro Almeida e Ana Paula Martins visitaram hospital
Foto: Hugo Delgado
O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, Álvaro Almeida, diz que, apesar de ter "algumas dificuldades", a unidade de Famalicão da Unidade Local de Saúde do Médio Ave está preparado para "enfrentar os problemas que possam surgir nesta época de inverno e eventuais picos de procura nas urgências".
"São urgências com problemas. Encontramos hoje urgência com muitas pessoas, mas o hospital está preparado para lidar com a situação", disse Álvaro Almeida, na manha desta terça-feira, à margem de uma visita que fez à unidade hospitalar, com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Durante a manhã, a sala de espera da Urgência Médico Cirúrgica da Unidade Local de Saúde do Médio Ave estava repleta de doentes que aguardavam atendimento. No interior foi possível verificar que havia muitos idosos em macas a receberem tratamento.
As horas de espera a que muitas vezes estão sujeitos os doentes ficam a dever-se à falta de recursos humanos, segundo adiantou o presidente do Conselho de Administração, Luís Vales.
Nomeado há três semanas para liderar a administração da ULS do Médio Ave, Vales assume que o "grande problema" é a falta de recursos humanos no serviço de urgência.
"É uma urgência que depende muito de tarefeiros e esse tem sido o nosso problema, que os tarefeiros venham trabalhar e se juntem aos especialistas. O que temos feito é aumentar o número de especialistas de forma a colmatar essa deficiência ao nível de tarefeiros", afirmou o administrador.
Entretanto, desde sexta-feira, uma avaria na máquina de TAC tem dificultado a vida de profissionais de saúde e doentes, já que este exame passou a ter de ser feito em Braga. Contudo, nem sempre os relatórios ou as imagens estão disponíveis com a rapidez necessária. A máquina deverá estar a funcionar amanhã, quarta-feira.

"Debilidades" nos concursos
A ULS do Médio Ave serve 245 mil pessoas e tem 12 milhões de euros para investir na renovação de instalações e equipamentos, mas foram encontradas algumas "debilidades" nos concursos. "Estamos a rever e verificar se conseguimos executar ", adiantou Luís Vales. Esta verba tem de ser executada até final de junho.
"Tomámos posse há três semanas e encontramos algumas dificuldades. Temos conversas marcadas com presidente da Câmara para ver questão da ampliação do hospital, mas, do ponto de vista do PRR, nunca esteve prevista a ampliação", notou Vale. "Existe essa vontade, é uma necessidade reconhecida e estamos a trabalhar para verificar o estado atual das coisas, fazer o diagnóstico e depois avançar e ver se temos o apoio que for necessário. Mas estamos a avaliar", concluiu.
Por seu lado, Pedro Oliveira, vereador da Saúde da Câmara de Famalicão, considera "incompreensível" ter o hospital com os problemas que tem, notando que, em janeiro, Mário Passos, presidente da Câmara de Famalicão, já tem reunião agendada com a governante para abordar o assunto. "Estou certo que, com esta nova administração, vamos conseguir dar passos significativos para o hospital ter as condições que merece", afirmou.
Entretanto, a transferência da unidade hospitalar de Santo Tirso, que atualmente integra a ULS do Médio Ave, para a Santa Casa da Misericórdia, ainda não tem data. Estão neste momento a decorrer negociações dos termos da transferência.
