
Instalações da PSP tiveram de ser encerradas por descoberta da bactéria Legionella
Foto: Miguel Pereira
As casas de banho e as instalações de atendimento ao público da 1.ª Esquadra da Divisão de Segurança a Transportes Públicos de Lisboa foram encerradas preventivamente, por ter sido detetada a presença da bactéria legionela. O Sindicato das Polícias Portuguesas acusa a PSP de negligência.
Segundo o comunicado da PSP, a legionela foi detetada a 29 de dezembro, numa torneira da cada de banho feminina. "O espaço foi encerrado imediatamente e a situação comunicada ao Metropolitano de Lisboa, que subsequentemente informou a autoridade de saúde competente", adiantou a força de segurança.
Como os resultados laboratoriais só deverão ser conhecidos em 45 dias, foi recomendado que todas as instalações sanitárias da esquadra fossem encerradas preventivamente.
Agora, de modo a garantir a continuidade da atividade operacional daquela subunidade da PSP, serão implementadas soluções alternativas para assegurar o serviço policial, incluindo a "disponibilização de balneários alternativos pelo Metropolitano de Lisboa e a reafectação funcional de pessoal a instalações seguras".
No entanto, segundo o Sindicato dos Polícias Portugueses, a PSP tem conhecimento desta situação desde o final do ano passado, não tendo "encerrado essas instalações nem informado os profissionais de Polícia que aí trabalham da presença de legionela nessas casas de banho, continuando as mesmas a serem utilizadas".
O sindicato refere ainda que está a avaliar um pedido de indemnização aos profissionais que ali prestam serviço ou que utilizaram as instalações em causa.

