
Letícia tem 7 anos
DR/Associação "aPalavra"
Depois de um primeiro tratamento bem sucedido, menina de 7 anos teve uma recaída e, atualmente, aguarda um dador compatível.
A família de Letícia, residente em Gondar, no concelho de Guimarães, está a apelar a todos os possíveis dadores para se inscreverem na Base Nacional de Dadores, nos locais indicados pelo Instituto Português do Sangue ou através da Associação de Dadores Benévolos, com sede em Azurém, mas com colheitas programadas em vários locais. O processo implica apenas uma recolha de sangue e é indolor. A menina de 7 anos já passou por um tratamento e voltou à vida normal, mas, nos últimos meses, piorou e agora a esperança reside num transplante de medula óssea.
Letícia é uma pequena artista de circo que com três anos já pisava a pista, acompanhando os pais que fazem do espetáculo o seu modo de vida. Está a lutar contra uma leucemia linfoblástica, depois de já ter vencido a doença há dois anos. A recaída implica que o tratamento agora terá de ser mais agressivo e há indicação para que lhe seja feito um transplante de medula óssea.
A mãe da menina detetou que ela tinha “pintinhas vermelhas pelo corpo e várias nódoas negras”. Apesar de os outros a tranquilizarem, disse para si mesma: “isto não pode ser normal”. Foi por causa destes sinais que a levou ao hospital onde a leucemia linfoblástica foi diagnosticada, poucos dias depois de a pequena ter completado cinco anos. “Tivemos de ir logo para o IPO. Antes de entrarmos na urgência tinha prometido à Letícia que de seguida iríamos ao shopping, mas já não foi possível”, conta a mãe.
Quando receberam a má notícia, a filha mais nova do casal estava a completar cinco meses. “Amamentei-a pela última vez antes de entrar no hospital com a Letícia para ser internada”, relata a mãe. Os pais acompanhavam a filha no internamento e continuavam a fazer o número no circo. “Estávamos com um sorriso no rosto a fazer o espectáculo e o público não tinha ideia pelo o que estávamos a passar”, relembra. Letícia acabou por conseguir vencer o primeiro "round" contra a doença.
“A pior notícia da nossa vida”
Todavia, no verão passado, voltaram as pintinhas vermelhas e as nódoas negras. Depois de meses de felicidade, “tivemos a pior notícia da nossa vida, uma recaída”, lamenta a mãe.
A família tem recebido contactos a oferecer donativos, contudo, como refere Ricardo Martins, da associação “aPalavra”, “não é disso que precisam, aquilo que pretendem é que as pessoas se inscrevam como doadores de medula para ver se surge alguém compatível com a Letícia”.
O processo de inscrição na Base Nacional de Dadores de Medula Óssea é simples e basta demonstrar essa vontade e fazer uma colheita de sangue. Para ser dador é preciso ter entre 18 e 45 anos, pesar, no mínimo, 50 quilogramas, ter, pelo menos, 1,5 metros de altura, ser saudável e nunca ter recebido uma transfusão de sangue desde 1980.
Os potenciais dadores, em qualquer ponto do país, podem deslocar-se aos locais indicados na página do Instituto Português do Sangue. Em Guimarães, as inscrições podem ser feitas na Casa do Dador Benévolo, em Azurém, nos dias 14, 21 e 28 de novembro, entre as 14.30 horas e as 19 horas e no dia 18, entre as 9 horas e as 12.30 horas; no dia 25 de novembro, no Salão Paroquial de Ponte, das 9 horas às 21.30 horas; e no dia 26 de novembro, no Salão Paroquial de Pevidém, entre as 9 horas e as 12.30 horas.

