Luanda dá mote a último ciclo expositivo antes da Bienal de Cerveira

Obra de Wyssolela Moreira
Foto: Bienal de Arte de Cerveira
A Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) inaugura, no próximo sábado, um ciclo expositivo, dedicado à cidade de Luanda.
A quatro meses de uma nova edição da Bienal, que este ano tem como tema "Territórios sem fronteira", o museu das bienais acolhe a exposição "Transbordo - Luanda: de várias Luandas", integrada no programa das cidades convidadas. Com curadoria de Edna Bettencourt e Paula Nascimento, a mostra propõe uma reflexão plural sobre a capital de Angola, explorando múltiplas narrativas, geografias e identidades através do trabalho de dez artistas angolanos.
A inauguração (16 horas) contará com a presença do secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, do vice-cônsul-geral de Angola no Porto, César Baptista, e do vice-governador da Província de Luanda, Jorge Augusto.
De acordo com comunicado divulgado pela organização, trata-se do terceiro ciclo expositivo da Bienal, que integra o biénio 2025-2026, e está subordinado ao tema "Territórios sem Fronteira", assumindo "o conceito de"transbordo como metáfora de circulação, encontro e transformação entre territórios". Ficará patente na sala principal do Museu do Bienal até 23 de maio.
A próxima Bienal Internacional de Arte de Cerveira vai decorrer a partir de 18 de julho até 30 de dezembro. Com direção artística de Mafalda Santos, "privilegiará linguagens como instalação, práticas espaciais, vídeo, performance e abordagens híbridas que integram tecnologias digitais e processos experimentais".
O concurso internacional para seleção de obras "registou um recorde de participação, com 897 candidaturas e 1261 obras de artistas provenientes de 52 países". Do total de submissões, foram selecionadas "41 obras e cinco intervenções artísticas, reunindo 41 artistas de 16 nacionalidades", cujas obras vão "dialogar com questões centrais do tema, incluindo território, migração, memória pós-colonial e ecologia".
No âmbito da edição de 2026, estão previstas também residências artísticas, uma exposição de homenagem a Silvestre Pestana e projetos curatoriais.

