
Margarida Isaías vai tomar posse em janeiro
DR
Aluna do 6º ano de Medicina é a segunda mulher a assumir o cargo, desde que associação académica foi fundada há 45 anos.
Margarida Isaías, estudante do 6º de Medicina, é a nova presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Em 45 anos de história, a jovem de 23 anos é a segunda mulher a conseguir chegar ao cargo, depois de Cacilda Moura, em 1982.
Margarida Isaías venceu ontem as eleições com 2350 votos, ou seja, 82,5% da votação, derrotando Inês Castro, da lista M, que obteve 359 votos, revelou esta quarta-feira a AAUM. A estudante de Medicina já pertencia à AAUM há três anos e, atualmente, fazia parte da direção liderada por Duarte Lopes, que lhe cederá o lugar, em janeiro, na cerimónia de tomada de posse.
"Olhando para a Universidade do Minho, já vemos muitas mulheres em cargos de liderança e, portanto, sinto que, também na associação académica, era algo que iria acontecer naturalmente", afirmou a futura médica ao JN, sublinhando que "a experiência no associativismo", que também passou pela sua participação no Núcleo de Estudantes de Medicina, lhe garantiu "as ferramentas certas para aceitar este desafio".
Num contexto económico de "elevada inflação", Margarida Isaías adianta que um dos propósitos da candidatura passa pela discussão de medidas que combatam "o subfinanciamento da UMinho". A isto, a jovem junta a necessidade "de se reforçar a ação social" para os estudantes e "um plano de saúde mental".
A questão do alojamento, também, se mantém entre as preocupações. Apesar dos projetos para a construção de duas residências universitárias, a estudante diz que "falta melhorar as condições" dos edifícios que já existem.
Ao nível das atividades anuais, a futura líder da AAUM promete mais atenção à cultura, chamando não só os grupos já criados, mas também "estudantes de teatro ou música" para os eventos. A aposta no desporto é para manter, assim como o trabalho social que estão a desenvolver junto do bairro das Enguardas, através do projeto "UM Futuro". "Os estudantes trabalham a educação não formal com aquela comunidade, para lhes abrir os olhos para o mundo", elucida Margarida Isaías.
