
A ministra do Ambiente e Energia esteve esta manhã em Beja
Foto: Teixeira Correia
A ministra do Ambiente e Energia anunciou, na manhã deste sábado, em Beja, que o Governo "vai repor" os 60 milhões de euros para apoio ao projeto de modernização, requalificação e eletrificação da Linha Ferroviária do Alentejo, no troço Casa Branca-Beja.
Em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura de protocolos de colaboração técnica e financeira entre a Agência Portuguesa do Ambiente e a Câmara Municipal de Beja, que decorreu no Salão Nobre do Município da cidade de onde é natural, Maria da Graça Carvalho justificou que o "Governo assumiu a verba através do Programa Operacional Sustentável e, caso seja necessário, via Orçamento de Estado. A decisão vai ser alvo de uma resolução para ficar preto no branco".
"Sempre soubemos que a verba iria aparecer", declarou Nuno Palma Ferro, o novo presidente da Câmara Municipal de Beja. "A duração da obra são seis anos que tem que ser feita. Se estamos à espera há 20 anos, também podemos esperar mais 6, desde que no fim tenhamos o que temos direito", concluiu.
A ministra revelou ainda que uma das primeiras automotoras compradas à fabricante suíça Stadler, cuja primeira de 22 foi ontem oficialmente entregue à CP, "vai ter como destino a região Alentejo. É um compromisso assumido pelo ministro das Infraestruturas. Como as primeiras são de sistema dual, gasóleo e elétricas, uma delas poderá fazer o traçado para Beja, cuja linha ainda não está eletrificada".
Recorde-se que no passado dia 5 de dezembro foi anunciado o corte de 60 milhões de euros pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, após uma reunião entre a Comissão Diretiva do Alentejo 2030, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).
A decisão da CCDR Alentejo foi cimentada tendo em conta que os investimentos na ferrovia têm baixas taxas de execução no início, pelo que a solução foi retirar apoios à IP, para os conceder a outros investimentos de mais rápida execução.
Nesse encontro, os representantes da IP confirmaram que o concurso da obra vai ser "integralmente lançado" no início de 2026, "com três lotes de obra para executar até 2032". O primeiro será entre Casa Branca e Vila Nova da Baronia, o segundo entre esta localidade e Cuba, e o terceiro a partir de Cuba até Beja. O projeto estende-se até 2032, mas o objetivo é, até 2030, ter pelo menos 300 milhões de euros de investimento já executado, que se pode tornar uma realidade com este novo o apoio governamental.
