
"Há projetos que se atrasam e podemos avaliar a oportunidade de incluir Guimarães no Portugal 20302, afirmou Maria da Graça Carvalho
Foto: Rui Dias
Numa conferência de imprensa realizada, esta sexta-feira à noite, antes da festa de abertura da Guimarães 26, a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, sugeriu que a cidade usasse o "selo" de Capital Verde Europeia (CVE) para obter fundos que são geridos diretamente por Bruxelas.
A propósito das grandes obras que o Município quer fazer, como o metrobus, a governante afirmou que "é possível avaliar" a possibilidade de incluir o projeto no Portugal 2030.
Maria da Graça Carvalho sugeriu que Guimarães procure associar-se a consórcios com outras cidades ou universidades e usar a mais-valia de ser Capital Verde Europeia para obter fundos que são geridos diretamente a partir de Bruxelas. "Há projetos que se atrasam e podemos avaliar a oportunidade de incluir Guimarães no Portugal 2030, se o projeto tiver maturidade", apontou.
A ministra do Ambiente considera que Guimarães é um exemplo, "não só pela história ligada à fundação de Portugal, mas pelo percurso de transformação de uma cidade industrial para uma cidade que fez do ambiente a sua principal bandeira". O Laboratório da Paisagem é "um dos bons exemplos" da cidade, apontou. "Paisagem faz parte do ambiente e preservar a paisagem é, de certo modo, preservar o ambiente de uma forma holística. Precisamos de uma bonita paisagem e isso significa recuperar, restaurar os nossos ecossistemas, recuperar os nossos rios, ter espaços verdes, portanto, significa ambiente nas suas diversas dimensões, significa biodiversidade, e é esse o exemplo que Guimarães nos deu", elogiou.
Ligar a história e a identidade à transição verde
O espetáculo de abertura, com mais de 170 pessoas de diversas coletividades de Guimarães - músicos, bailarinos, cantores -, foi a confirmação da adesão popular à CVE, com o Multiusos completamente esgotado. Os 2800 bilhetes disponibilizados gratuitamente esgotaram em poucas horas.
O evento, "Raízes do Futuro", com a participação das cantoras Gisela João e Sofia Escobar, procurou relacionar o passado histórico e identitário de Guimarães com um futuro que se quer "verde" e "sustentável".
Este sábado, a CVE continua, com um conjunto de 26 atividades: performances de dança no espaço público, atuações de bandas e grupos corais locais, recitais de poesia, oficinas de mobilidade suave e um "showcooking" com o chef António Loureiro, no Mercado Municipal.

