Mirandeses pedem nomeações "inclusivas" para Estrutura de Missão da Língua Mirandesa

Foto: Rui Manuel Ferreira /Arquivo
O Movimento Cultural da Terra de Miranda apela ao Governo para que dirija de "forma inclusiva e transparente" a instituição da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (EMPLM), por se tratar de "uma oportunidade única para a união" em torno do mirandês, tendo "por objetivo que todos se revejam" nesta entidade.
"A Língua Mirandesa pertence ao Povo e à sua história, e essa dignidade transcendente deve orientar o Estado nesta implementação", referiu ao JN uma fonte do Movimento Cultural que pede ainda que seja corrigido "o grave erro" que foi a rejeição parlamentar da verba de 500 mil euros que havia sido afeta ao Mirandês, nos orçamentos do Estado dos três anos anteriores.
"Essa rejeição resultou do voto contra do PSD e da abstenção do PS, os dois partidos mais votados na Terra de Miranda, na votação do Orçamento do Estado para 2026. Trata-se de um sinal alarmante de desinvestimento e um retrocesso no compromisso assumido com a identidade cultural do nosso país", acrescentam.
A Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa trata-se de organismo do Estado, que o Movimento Cultural defende que deve servir para que se revejam "todos os cidadãos da Terra de Miranda e todas as pessoas e instituições que, pelas mais diversas formas, a estudam, divulgam, promovem a Língua Mirandesa". Face a este desígnio querem que "o processo de instituição da EMPLM seja inclusivo e isento", com a participação de todos os que trabalham ou se interessam pelo Mirandês, nomeadamente associações culturais, grupos de Pauliteiros, grupos musicais, escritores e poetas, investigadores, estudiosos e professores, autores de conteúdos culturais, agentes económicos e movimentos cívicos.
