
João Lourenço é acompanhado pelo cão Viseu desde 2015
Foto: David Tiago / Global Imagens
Recusas acontecem apesar de o transporte do animal ser obrigatório por lei. Incumprimento pode levar a coimas a partir de dois mil euros.
Em poucos dias, João Lourenço viu-se confrontado com o facto de dois motoristas de plataformas eletrónicas de transporte de passageiros (TVDE) recusarem fazer a viagem por estar acompanhado por um cão-guia que o ajuda a minimizar as limitações de ser cego. Os últimos casos aconteceram em Braga, de onde é natural, mas também já tinha tido “recusas explícitas” no Porto e em Lisboa. A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) tem recebido “diversas denúncias” semelhantes, apesar de o transporte do cão-guia estar enquadrado na lei, que prevê coimas a partir de dois mil euros para quem não cumprir.

